sexta-feira, 8 de maio de 2009

Manifestação
A manifestação que aconteceu em Chapecó em defesa do novo Código Ambiental de Santa Catarina envolvendo lideranças políticas de vários Estados, entidades, cooperativas e agricultores, serviu para mostrar que os Estados querem discutir e elaborar o seu Código Ambiental, conforme a realidade e necessidade de cada um. Resta saber se esta manifestação vai ecoar no Planalto e mudar atitude do Ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, que desafiou o governador dizendo que caso não fosse respeitado o Código Nacional ele colocaria a polícia. Uma coisa ficou clara, Santa Catarina não está mais sozinha nesta questão, tem o apoio de outros Estados. Agora está declarada uma quebra de braço entre o Ministério do Meio Ambiente e os Estados. Com certeza o governo federal terá que repensar a forma de agir, pois estamos indo para um ano eleitoral e uma discussão mais ampla, sem radicalismo, por parte de ambas as partes, evitará desgastes para o Planalto.

Cuidado com a perereca
O governador Luiz Henrique foi enfático em seu discurso: “Isto é uma demonstração de que o brasileiro não suporta mais este centralismo ambiental, onde órgãos federais tenham que dar licença para a instalação de um mero posto de gasolina. Mas temos o caso da perereca que está em extinção na Serra do Faxinal, por isso não consigo a licença ambiental que vai ligar o Rio Grande do Sul, porque tem uma perereca no meio do caminho. E isto está dificultando o desenvolvimento do nosso Estado e país.


Reunião dos tucanos
Os tucanos de toda região se reuniram na última sexta-feira, na churrascaria Nativa, em Chapecó, para discutir os andamentos para as eleições de 2010. O evento foi capitaneado pelo presidente estadual Leonel Pavan, com a presença de várias lideranças. O prefeito Bruno Bortoluzzi (PSDB) foi um dos convidados especiais para discutir as pré-candidaturas a deputado estadual e federal nas eleições. Em Chapecó, dois nomes despontam: o secretário municipal de Esportes Ivan Agnoletto e o empresário Fernandes Andretta.

Candidato
Em Xanxerê, os tucanos dificilmente devem lançar candidato, um dos nomes naturais para concorrer seria o prefeito Bruno Bortoluzzi (PSDB), mas o homem já afirmou que nesta eleição vai administrar o município. Agora na próxima, quem sabe? Já Enori Barbieri me garantiu que está fora do páreo, a não ser que mude o cenário político. Uma coisa é certa, todo bom político sempre diz que não vai, mas depois vem com a conhecida conversa de que “ouviu as bases”. O jeito é esperar e ver se não vem surpresas por aí.

Conselheiro
Em Chapecó questionei o deputado Herneus De Nadal sobre o prazo de 30 dias que solicitou para assumir a vaga de conselheiro no Tribunal de Contas. Nadal argumentou que este prazo pode ser de até 60 dias, pois é regimental, após a publicação do edital. Mas deu para perceber que Nadal ainda está meio atordoado com a mudança, mas foi um pedido do governador e, naturalmente, teve que aceitar. Quanto ao espaço político que deixará com sua ida para o TC, o deputado afirmou que isto ficará a cargo do partido. Ele salientou que é importante a sociedade da região entender que precisa agregar em torno de um nome para viabilizar a eleição de um deputado da região que irá necessitar de 40 mil votos para se eleger.

Adeus, mensaleiro
O mensaleiro e ex-tesoureiro do PT Delubio Soares, foi expulso do partido, mas tentou voltar, só que sentindo a pressão retirou o pedido. Em seu discurso, durante a reunião do Diretório Nacional, na última sexta-feira, Soares discursou ressaltando os 30 anos de fidelidade e disciplina ao partido. Disse que não queria causar "embaraço aos companheiros" e também criticou os que são contra seu retorno. Delúbio disse que não é e nem será vítima. Convenhamos, era tudo o que a companheirada não queria nesta hora, em que o partido quer lançar a sucessora de Lula à presidência Dilma Roussef. Ganhou o PT e ganhou o país.

E agora, companheira?
Conversei com várias lideranças políticas que foram categóricas em afirmar que se for comprovado que a Ministra Dilma Rousseff está realmente com uma doença muito grave a constituição brasileira veta qualquer chance dela participar do pleito eleitoral. Esta mudança na Lei Eleitoral aconteceu depois da morte do ex-presidente Tancredo Neves.

Agenda seletiva
Nove dias depois de anunciado o tratamento de saúde de Dilma Rousseff contra um câncer linfático, uma espécie de conselho informal de sua candidatura reuniu-se no Planalto. Estavam presentes, além da ministra, o marqueteiro João Santana, o chefe de gabinete de Lula, Gilberto Carvalho, e o ex-prefeito de BH Fernando Pimentel. Ali se decidiu que a agenda de Dilma será, a partir de agora, mais seletiva. Eu já venho dizendo que ela não vai longe com sua candidatura.

Olha o golpe
O principal interessado em um novo mandato para Lula, além do PT, é o presidente do Senado, José Sarney. O esforço é para aprovar a emenda durante este ano e submeter, posteriormente, a decisão a um referendo popular. Isso poderia ser feito dentro do ano eleitoral, ou seja, em 2010. A revelação da doença de Dilma dá força ao projeto.