segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Encontro
O presidente estadual do PMDB, Eduardo Pinho Moreira, teve ontem um encontro com a senadora Ideli Salvatti. O encontro aconteceu no escritório de Moreira, no bairro Itacorobi, em Florianópolis. A discussão foi em torno de uma aliança entre o PT e o PMDB, mas claro firmando uma dobradinha com Dilma Rousseff para presidente e Michel Temer de vice. Como o convite para o encontro partiu da senadora Salvatti, o presidente do PMDB deve retribuir a visita, em breve.

Viagem
Conversei com o vereador Fabiano Radin (PSB), sobre sua viagem a Florianópolis, onde participou de uma reunião-palestra com o ex-ministro, deputado Ciro Gomes, ao lado do prefeito de São José, Djalma Berger. Radin afirmou que uma coisa que chamou a atenção foi a manifestação clara de Ciro Gomes ser pré-candidato à presidência da República. Já aqui no Estado, Ciro falou da possibilidade do PSB estar junto com o PMDB, caso o prefeito de Florianópolis, Dario Berger, seja candidato ao governo de Santa Catarina. Como em política não existe ponto final, tudo pode acontecer. A palestra de Ciro foi sobre o Desenvolvimento do Brasil e o combate às desigualdades regional e social, no Centro de Multiuso, de São José.

Elogios
A palestra-reunião de Ciro Gomes contou com a presença do deputado federal Cláudio Vignatti (PT) e da filha do presidente Lula, Lurian da Silva. No discurso, Vignatti teceu elogios a Ciro dizendo que ele está preparado para ser presidente, já Ciro devolveu os elogios e falou da maturidade política de Vignatti que também é uma das grandes forças petistas no Estado.

Governo
O presidente da Assembléia Legislativa, deputado Jorginho Mello (PSDB), ouviu neste final de semana do vice-governador Leonel Pavan que vai assumir o governo dia 9 de outubro. Mello já preparou um roteiro de visitas e inaugurações. O governador Luiz Henrique vai visitar alguns países na Europa e Pavan vai para os Estados Unidos. Pavan retorna dia 20 e recebe o governo do Estado de Jorginho Mello. Depois de uma semana retransmite o cargo para Luiz Henrique, no dia 27.

Segurança
Conversei com o delegado Geral da Polícia Civil, Mauricio Eskudlark, que vai acompanhar o vice-governador Leonel Pavan na viagem para os Estados Unidos. Conforme Eskudlark, é uma missão oficial com objetivo de verificar os sistemas de segurança em Orlando na Flórida e Miami, para ver a estrutura e se é possível implantar algum modelo em Santa Catarina, na Polícia Civil.


Reunião da Tríplice
Ainda não foi apresentado o motivo que resultou no cancelamento da reunião dos presidentes e candidatos da Tríplice Aliança que aconteceria, ontem, com o governador Luiz Henrique, na Casa da Agronômica. É a segunda vez que a reunião é cancelada. A reunião foi marcada para o dia 6 de outubro (terça-feira). Com certeza o que estará em pauta serão as candidaturas majoritárias em 2010.


PMDB sem opção
Analistas políticos são unânimes em afirmar que se o critério a ser usado pela Tríplice Aliança para apontar o candidato a governador for exclusivamente intenção de voto em pesquisa de opinião, o PMDB já sabe que as perspectivas são remotas ou quase nulas para o partido. É praticamente impossível que até março, Eduardo Moreira venha a suplantar Raimundo Colombo (DEM) e Leonel Pavan (PSDB), que apresentam hoje mais do que o dobro da preferência do ex-governador peemedebista.

Carta fora do baralho
Corre nos bastidores que Luiz Henrique, Leonel Pavan e Jorge Bornhausen não confiam em Dário Berger, por entender que Berger é muito personalista e só vê o seu projeto político. Sem falar que ele já fez parte das três siglas e não deixou grandes amigos. Ambos qualificam Berger como carta fora do baralho. Fora isto, Berger tem de superar os processos que tramitam em três tribunais diferentes: TSE, TCU e TRF.


Trajetória do PMDB
O PMDB vem colocando candidato ao governo do Estado desde 1982, nunca deixou de disputar sem colocar cabeça de chapa. Foi assim com Jayson Barreto em 1982, Pedro Ivo Campos em 1986, Paulo Afonso Vieira (nos três embates da década de 1990) e Luiz Henrique da Silveira nas campanhas de 2002 e de 2006. No balanço das disputas, ganhou quatro e perdeu três. Mas uma pergunta fica no ar, o PMDB aceitaria ser coadjuvante em 2010, respaldando um nome do PSDB ou do DEM?

PMDB dividido
Uma coisa já ficou clara, o PMDB nacional vem dividido para as eleições de 2010. De um lado uma ala composta pelo ex-governador de São Paulo, Orestes Quércia, o senador Jarbas Vasconcelos (PE), o deputado Ibsen Pinheiro (RS) e Luiz Henrique que querem que o partido apóie o candidato tucano à presidência, José Serra e querem transferir para a convenção de junho, qualquer definição sobre a coligação. Já do outro lado vem os deputados Michel Temer (SP) e Henrique Alves (RN) que buscam fechar com o PT (diga-se Dilma Rousseff).


Verticalização
Como a verticalização só valeu em 2006, nada impede que Luiz Henrique feche um acerto do PMDB catarinense com o PSDB e DEM no Estado, mesmo com o partido alinhado ao PT no âmbito nacional, no próximo ano. Agora, resta saber se LHS terá apoio do PMDB?

Vice
O PSB deve oferecer ao PDT a vaga de vice na possível chapa do pré-candidato à presidência, deputado Ciro Gomes (PSB-CE). O partido está analisando o assunto, mas afirmou que nenhuma proposta oficial foi feita. O ministro Carlos Lupi (Trabalho) é um dos cotados para assumir a vaga. Na semana passada, Ciro reafirmou sua disposição em disputar em 2010 e defendeu o lançamento de duas candidaturas da base do governo federal.

BC é do PMDB
Henrique Meirelles assina hoje a ficha de filiação ao PMDB. Mas continua na presidência do Banco Central até março, quando decide se disputa o governo de Goiás ou uma cadeira no Senado.

Obstrução
Os partidos PSDB e DEM entram em obstrução, esta semana, na Câmara e no Senado, até que seja votado o projeto que dá R$ 1 bi para prefeituras, compensando as perdas do Fundo de Participação dos Municípios.


Mentiu pro tio...