quarta-feira, 1 de junho de 2011

 Tirando o sono
A greve dos professores está tirando o sono do governador Raimundo Colombo e também dos professores. O governador foi ontem a Brasília tentar conseguir junto ao governo federal recursos para o pagamento do piso dos professores de Santa Catarina. Colombo manteve audiência com o ministro da Educação, Fernando Haddad disse ao governador o que já era sabido: “Não há recursos para pagamento do piso dos professores”. Me diz novidade, já na primeira audiência que Colombo marcou com a presidente nem foi recebido. O governo federal está parado, sem fazer investimentos, nem liberando recursos para os estados, ainda mais para a oposição. Sim, porque Colombo era democrata e foi oposicionista do governo. Agora, o PSD se diz apoiador do governo petista, mas até o momento não foi para a mídia, nem assumiu nenhum compromisso com o governo de apoiar Dilma Rousseff.

Sinte e Colombo
Os secretários da Casa Civil, Antônio Ceron, da Casa Militar, coronel Wolni de Souza, e adjunto da Educação Eduardo Deschamps, acertaram pelo telefone, ontem, com o governador Raimundo Colombo, que estava em Brasília, uma audiência para hoje com o comando de greve no Centro Administrativo. Esta reunião é aguardada com muita expectativa. Mesmo assim, o Sinte pede aos grevistas que se mantenham firmes no movimento.

Nome do PT
“A atuação do vereador Paulo Boita é espetacular e projeta o partido para as eleições municipais do ano que vem, quando vamos ter candidato a prefeito e uma chapa grande de vereadores. As alianças serão discutidas, a partir de maio de 2012, esta é a lógica que está sendo implantada em todo o Estado”. Presidente estadual do PT José Fritsch.

Confusão mental
“O PSD vive uma grande confusão mental, pois de um lado afirma que quer ser base de aliança do governo da Dilma, já em São Paulo quer ser base do governo tucano de Geraldo Alckmin. Até agora não vi qual é a plataforma que o PSD está defendendo”, disse Fritsch.

Se fortalecer
“Aqui no Estado, o PSD tem outra característica, o movimento que Raimundo Colombo faz é de se fortalecer dentro da Tríplice Aliança. Colombo se elegeu senador e governador na carona da Triplice e ele não pode ficar na eleição de 2014 achando que vai na carona. Vejo que Colombo busca se consolidar como uma força própria para poder interferir nos destinos da Tríplice Aliança na eleição de governador em 2014, que terá nomes de peso disputando, como Pinho Moreira, Leonel Pavan, Paulo Bauer e Luiz Henrique”, afirmou Fritsch.
 
Governo federal
“O governador Raimundo Colombo (PSD) busca uma nova alternativa. O governo não pagou o piso dos professores, porque não tem dinheiro, não estão arrumando as estradas estaduais porque também não tem dinheiro e assim é na segurança pública e saúde. Onde tem dinheiro é no governo federal. Na verdade, eles estão de olho na possibilidade de recursos, porque o Estado, depois de oito anos de governo da descentralização, deste governo todo de Luiz Henrique, é um Estado quebrado do ponto de vista econômico. Colombo ganhou o governo afirmando que iria cuidar das pessoas, é só ver como está cuidando das pessoas na área da educação”, alfinetou Fritsch.

Ampla aliança
O presidente Câmara de Vereadores, vereador Rafael Gasparini afirmou na imprensa que o seu partido, o PSD, está acertando uma ampla aliança no município, tendo na aliança o PMDB, PT e parte do PP, na pessoa do vereador Hélio Winckler. “Mas não para por aí, outros partidos deverão compor esta ampla aliança”, garante Gasparini.

Posição do PP
O presidente microrregional do PP em Xanxerê, Felix Dalmutt, quando questionado sobre a manifestação do vereador Gasparini de que o PP estaria fazendo parte da ampla aliança com PSD, PMDB e PT no município, foi enfático: “O meu partido, o PP, assumiu em ata um compromisso com a coligação “ Pra frente Xanxerê” que foi vitoriosa na última eleição e vamos continuar juntos até 31 de dezembro de 2012”.

Posição do PP II
“A decisão do PP é continuar coligado com o PSDB e os demais partidos que fazem parte da coligação “ Pra frente Xanxerê”, contamos com o total apoio do presidente estadual do partido Joares Ponticelli e dos deputados federais Esperdião Amin e Odacir Zonta, entre outras lideranças”, finalizou Dalmutt.

Induzir
Questionado sobre as declarações de que já existe uma ampla coligação entre os partidos PT, PMDB, PSD e PP, o vereador Paulo Boita (PT) afirmou que “quando começamos a nos aproximar do período eleitoral, obviamente surgem conversas de todos os lados, como estratégias dos partidos. Muitos falam na forma de induzir, que partido A já está coligado com o partido B. O que existe de fato é que a executiva do PT convidou a executiva do PMDB para uma conversa e estamos esperando que o partido retribua este convite, que deve acontecer nos próximos dias. Não houve conversa com o PSD, até porque o partido não está formado e não existe como agremiação política. Se manifestar apoio formal ao governo Dilma, é uma coisa, e se não manifestar, é outra. Não vamos trabalhar com hipóteses, agora vamos deixar acontecer. Volto a frisar, vamos conversar com todos os partidos.”

Discurso de candidato
O ex-prefeito Avelino Menegolla voltou à cena política dando conselhos e com discurso de candidato a prefeito nas próximas eleições. Menegolla, mais uma vez, com apoio do seu partido, o PSD, coloca seu nome à disposição da sociedade para ser avaliado. Caso se confirme o nome de Menegolla como candidato, ele terá pela frente uma dura missão que é contrapor sua administração com a de Bortoluzzi, que tem como marca as obras.

Reunião agenda 21
A coordenação do Fórum Permanente da Agenda 21 de Xanxerê realiza no próximo dia 6 de junho uma reunião de trabalho com representantes de todas as entidades, secretarias, clubes de serviços e meios de comunicação que compõem o fórum. A reunião acontece no auditório da Cidasc, às 19h, na Coronel Passos Maia. Para confirmar a presença basta ligar 3441-8558 ou pelo e-mail: agenda 21xanxerê@gmail.com.

Greve dos professores
O presidente estadual do PT, José Fritsch em entrevista, ontem, alfinetou o governo Raimundo Colombo quando falou sobre a greve dos professores. “Toda a militância do partido está envolvida, mesmo sem aparecer muito, pois não queremos partidarização de uma greve como esta. Uma greve legal, mas a proposta oferecida pelo governo é uma vergonha”, disse Fritsch