Bico fechado
A recomendação das lideranças tucanas de alta plumagem é uma só: “bico fechado”. Os tucanos esperam a decisão do PMDB para depois baterem asas e gritarem. Pavan pode ser lançado candidato ao governo do Estado ou simplesmente baixar a cabeça e acatar a decisão de reeditar a Tríplice Aliança. Enquanto isto, não adianta conversar com tucanos de baixa plumagem que eles não tem informações algumas, estão voando e gritando em torno do ninho, sem saber se é para sentar ou não.
João Rodrigues pode disputar eleição
O ex-prefeito de Chapecó e pré-candidato à Câmara Federal, João Rodrigues, comemorou ontem a vitória no SupremoTribunal de Justiça sobre o caso da retro-escavadeira. O Superior Tribunal de Justiça reconheceu a existência de erro material na decisão proferida pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região nos autos do processo que tratava da aquisição de uma retro-escavadeira nova com dação em pagamento de uma usada, quando João Rodrigues esteve transitoriamente (01/02/99 a 02/03/99) à frente do executivo municipal de Pinhalzinho. Segundo o STJ, há relevância na tese sustentada pela defesa acerca do erro material nas datas em que foi efetivado o processo licitatório e o exercício do cargo por João Rodrigues. Aliado a isto, a assertiva de que o prefeito não está sujeito à incidência dos crimes previstos na Lei de Licitações, mas aquelas do Decreto Lei 201/67. Ou seja, Rodrigues não possui qualquer problema ao registro de sua eventual candidatura e, conseqüentemente, à sua elegibilidade e poderá disputar uma vaga na Câmara federal, tranqüilamente.
A grande jogada
Até que enfim o PT catarinense abriu o coração para o PMDB e o convidou para formar uma coligação. A proposta feita pelo presidente do PT, José Fritsch garante as mesmas condições oferecidas pelo DEM na majoritária, cabendo aos peemedebistas a indicação do vice-governador e uma das vagas ao Senado. Fritsch foi mais longe, afirmou que o partido não faz restrição a nenhum nome indicado ao Senado. Em síntese, até Luiz Henrique pode ser o indicado. O presidente do PMDB, Eduardo Pinho Moreira, ficou de dar uma resposta hoje. Conforme Fritsch, a proposta apresentada ao PMDB também vale para o PP. Na realidade, a proposta de Fritsch foi mais para confundir do que resolver o problema, afinal convidar os dois inimigos políticos ao mesmo tempo não deve dar em nada, foi só uma grande jogada. Nada mais!
Ser ou não ser
Hoje os tucanos voltam a se reunir em Florianópolis, agora com a presença do maior líder dos tucanos, Leonel Pavan. Desta reunião poderão sair duas decisões: primeiro saber se o PMDB vai apoiar José Serra à presidência, aí então o PSDB vai apoiar a Tríplice e discutir cargos. Ou os tucanos decidem lançar candidato ao governo do Estado, como quer a maioria. Mas acho isto improvável.
PSDB no aguardo
Diante das exigências do PMDB nacional de proibir coligação com o DEM, e o partido não apoiar a candidatura do presidenciável tucano José Serra, o PSDB terá que mudar seus planos e buscar entre estas opções: sair com chapa pura; se coligar com o DEM ou com o PP. Mas hoje os tucanos se reúnem com os líderes para tomar uma decisão.
Apoio à Rousseff
É voz corrente dentro do Partido Progressista (PP), o apoio e palanque para Dilma Rousseff só vai acontecer se a candidata ao governo Ângela Amin tiver o apoio de Ideli Salvatti e do PT.
Intervenção
Conforme o primeiro vice-presidente do PMDB, Valdir Raupp (RO), que acompanha Santa Catarina, onde a intervenção no diretório estadual está em análise disse: "Lá, Pinho Moreira ganhou uma prévia e desistiu de ser candidato prejudicando o partido e alguém que queria ser candidato, que era Dário Berger (o prefeito de Florianópolis). No DF, isso não ocorreu".
Expulsos
Os profissionais responsáveis por acompanhar a visita de Dilma Rousseff a Paris foram expulsos do hotel onde a candidata está hospedada. Ora, quem não quer ser incomodado, não deve se submeter ao julgamento do voto popular. Que vá então escolher uma atividade privada.Encontro com Temer
O encontro, ontem, de lideranças do PMDB de Santa Catarina com Michel Temer durou cerca de duas horas. O encontro aconteceu na residência oficial do presidente da Câmara. Temer foi taxativo e disse que não aceita a coligação com o DEM. O comando nacional apresentou dois cenários para os catarinenses. No primeiro cenário, Eduardo Pinho Moreira mantém a candidatura ao governo estadual e a militância fica liberada para apoiar quem quiser na corrida presidencial. Na outra proposta, o PMDB catarinense não lança candidato ao governo e também abre mão de alianças com partidos que integram a oposição ao governo Lula. A preocupação dos dirigentes nacionais é de que os minutos do PMDB de Santa Catarina no rádio e TV acabem se transferindo para a campanha de Raimundo Colombo (DEM).
Resposta
O PMDB catarinense se comprometeu a dar uma resposta ao presidente estadual do PMDB ainda ontem, provavelmente, no gabinete da presidência da Câmara. Se não aceitar nenhuma das alternativas sugeridas pelos caciques, o diretório estadual deve sofrer a intervenção sinalizada na última semana, quando o processo foi aberto. Temer se sente traído por Pinho Moreira, pois o catarinense havia se comprometido com Dilma Rousseff que seria o segundo palanque da petista no Estado.
Na Justiça
Pinho Moreira foi ao diretório nacional do PMDB, em Brasília, acompanhado de Luiz Henrique, Paulo Afonso, João Mattos, Casildo Maldaner e Neuto de Conto. Vai protocolar recurso contra a anunciada intervenção e vai tentar um acordo para a direção nacional desistir da intervenção. Se não der em nada, levará o caso para a Justiça. O que parece ser o desfecho mais provável.
Convenção tensa
A convenção do PMDB no final de semana promete ser tensa. O partido vai para a convenção rachado e com militantes revoltados com a decisão de Pinho Moreira em retirar sua candidatura ao governo do Estado. Sem falar que, para piorar o clima, o ex-governador Paulo Afonso colocou seu nome para disputar a vaga ao Senado, assim como o deputado Edison Andrino se apresentou para concorrer ao governo do Estado.
Policiais
“Hoje não temos policiais à disposição, mas nosso projeto é colocar 500 profissionais por ano, para atender os municípios catarinenses.”Governador Leonel Pavan, em seu blog.
Chapa pura
Corre nos bastidores que a candidata ao governo do Estado, pelo PP, a deputada Ângela Amin já escolheu o nome de seu vice em uma chapa pura, caso não feche acordo com outros partidos. Mas o nome do vice ninguém sabe, só ela e Esperidião Amin que deve contar com apoio do mesmo ao Senado.
Tríplice
Caso se confirme a reedição da Tríplice Aliança, ela voltará fraca e desacreditada por muitos catarinenses, independentemente de partido, devido aos desgastes que sofreu até agora. É o que acreditam lideranças políticas do Estado.
Carimbando o passaporte
Até o momento, a progressista Ângela Amin está com o passaporte carimbado para ir ao segundo turno. Os adversários estão perdidos e não sabem onde se segurar. Até o momento não se sabe nem quantas candidaturas ao governo os catarinenses votarão.
Minha terra
Em seu discurso no encontro em Lages, no último sábado, o candidato ao governo do Estado pelo DEM, senador Raimundo Colombo, citou uma frase do ex-governador Nereu Ramos, e ex-presidente: “Quando piso o chão de minha terra, eu sinto que as minhas energias se revigoram, e eu penso... ainda estou vivendo a minha mocidade, eu penso que estou sonhando os planos de grandeza que sonhei há quarenta anos passados...”
Vestindo a carapuça
“Pelo visto, o presidente Lula não engoliu a aliança PSDB-PTB em torno de José Serra. E vestiu a carapuça, saiu falando pelos cotovelos, e atropelou a lógica: se não existiu mensalão, por que alguém tem de pagar? Que Vossa Excelência tenha a coragem de dizer de público, de peito aberto, que a Procuradoria Geral da República denunciou irresponsavelmente 40 inocentes. O problema é que prometeram a Lula uma encomenda que não podiam entregar: a minha cabeça. E ele acreditou. Quem paga mal, paga duas vezes.”
Postado por Roberto Jefferson, ontem, em seu blog.

