Não tem CPI
O plenário da Câmara de Xanxerê ficou tomado por empresários, que queriam ver se os vereadores iriam mesmo abrir uma CPI para investigar o transporte escolar. Num clima tranqüilo, os vereadores anunciaram que não foram conseguidas as seis assinaturas necessárias para abertura da CPI e ninguém falou mais nada sobre o assunto.
Sábia decisão
Sinceramente, foi a decisão mais sábia tomada pelos nobres vereadores, afinal é um caso isolado, mas que deve, sim, ser investigado. O prefeito Bruno Bortoluzzi já tomou todas as medidas cabíveis para investigar o caso, com a criação de uma comissão, e os vereadores serão os primeiros a serem informados. Agora, querer abrir uma CPI sem embasamento jurídico ou legal ficaria evidente que seria politicagem e não ficaria nada bem para os vereadores perante à sociedade. Afinal, são mais de três mil alunos que são transportados no município e um só caso não pode ser generalizado, penalizando todo o bom trabalho de uma categoria. Investigar com certeza e apurar o fato, mas sem politicagem, pois tem muitas famílias e trabalhadores envolvidos nesta questão.
Líder
Até mesmo o prefeito Bruno Bortoluzzi não entendeu o porquê da vereadora Ivone Sirino, então líder de governo, ir até a Câmara e fazer a denúncia, sem conversar antes com o prefeito. “Ela era minha representante legal, como líder do governo, e falava por mim, bastava ter vindo conversar antes”, disse Bortoluzzi.
Tranqüilo e sereno
O prefeito Bruno Bortoluzzi foi enfático quando questionado sobre a possível CPI do transporte escolar. “Cabe aos vereadores analisar com muita maturidade. Creio que os vereadores tem legitimidade para isto e é um direito deles. Não vou me intrometer. Já determinei uma sindicância interna, para ver se existe algum fundo de verdade nestas denúncias. Estou tranqüilo e sereno”, afirmou.
Governo e SDR estão truncados
O prefeito de Xaxim e presidente da Amai, Gilson Vicenzi largou o verbo, ontem, contra a secretaria Regional e o governo do Estado. “Estamos enfrentando dificuldades no setor do governo do Estado, que não tem liberado nada, está tudo trancado e os prefeitos não conseguem trabalhar em cima dos projetos que já existem e muito menos daqueles que estão no papel. Na SDR também está tudo trancado, nem diálogo com os secretários, eles ficam muito longe e distante daquilo que está acontecendo na realidade dos municípios. Não sei porque, pois estamos à disposição para sentar e conversar a respeito destas situações”, afirmou.
Coragem de falar
Gilson Vicenzi demonstrou muita coragem para falar abertamente o que todos os prefeitos já sabem: “O governo está parado”.Os prefeitos estão com obras paradas, a SDR ao mesmo tempo não tem verba, nem projetos para liberar, pois depende do governo do Estado e aí vai como uma bola de neve, acabando nos municípios que são cobrados. Estamos no meio do ano e as eleições estão chegando, e sem obras fica delicada a situação do prefeitos que buscam a reeleição.
SDRs
É preciso saber qual será a função das SDRs neste governo. Até o momento, seis meses para ser preciso, elas só tem servido de cabide de emprego, pois a sua verdadeira função que é fomentar e realizar obras não aconteceu ainda. Não é só aqui, é em todo o Estado. Se o governador vai diminuir as SDRs, como vem sendo ventilado, que o faça logo, e rapidamente as coloque para funcionar. Não tem mais desculpas, daqui a pouco os prefeitos irão para a capital, como acontecia antes, bater na porta do governo com pires nas mãos, para solicitar obras para seu município.
Postos de combustíveis
O vereador Ivan Marques se reúne hoje, às 17h, no plenário da Câmara com empresários donos de postos. O objetivo da reunião é discutir com os empresários a forma de fazer um rodízio para abertura de postos da área central aos domingos. Conforme Marques será discutida a abertura de no máximo dois postos, sendo que os demais seguirão uma escala, como acontece com as farmácias.
Preocupação
O Partido Social Democrático (PSD) teve sua primeira derrota na última quinta-feira (2). É que o PSD queria o prazo de filiação partidária já fosse contado a partir do momento em que um novo integrante assinasse a ata de fundação. Mas, de acordo com a decisão de quinta à noite, o prazo só pode ser contado após o registro do partido no TSE. Isso significa que se o PSD não tiver completamente registrado até o dia 3 de outubro deste ano, nenhum de seus integrantes poderá concorrer a qualquer cargo nas eleições de 2012.
O PSD vai ter que correr contra o tempo para cumprir as exigências do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) até outubro e apresentar as 500 mil assinaturas dos filiados. O mais preocupante é que “todas elas devem ser autenticadas por cada uma das zonas eleitorais onde o eleitor estiver registrado.” Sem dúvidas, não vai ser uma tarefa fácil, o partido vai ter que fazer uma verdadeira maratona para cumprir o prazo exigido pelo TSE, até 3 de outubro.
Prejuízo
O PR tinha tudo para crescer no Estado, mas depois que o ex-deputado Nelson Goetten de Lima foi preso sob acusação de violência sexual contra menores, afugentou qualquer expectativa da entrada de novas lideranças no partido. Um exemplo é o empresário Nilso Berlanda que havia marcado seu ingresso no PR, mas deu para trás. Berlanda é pré-candidato a prefeito em Curitibanos.
Até mesmo os petistas estão fugindo do PR, isto que o partido é dos principais aliados do PT no Estado. Mas depois do escândalo envolvendo o Ministro da Casa Civil, Antônio Palocci todos querem distância de problemas e escândalos. Realmente, a situação do PR está complicada, já tem gente apostando no fim do partido no Estado.
Solução
O deputado Maurício Eskudlark não acredita que os delegados da Polícia Civil entrem em greve, embora haja uma insatisfação em relação ao salário. Conforme Eskudlark está sendo construída uma solução. "Apresentei e está tramitando na Assembleia uma PEC que retorna a carreira para o patamar jurídico e que certamente incidirá no salário," garantiu o deputado.
Ultimato
Pelo visto, acabou o prazo para um desfecho político na crise provocada pela revelação da rápida evolução do patrimônio do ministro da Casa Civil, Antonio Palocci. O PMDB e o PT, os dois maiores partidos da base aliada, passaram a cobrar da presidente Dilma Rousseff uma definição pública da situação de Palocci até quarta-feira, sob pena de aprofundarem a crise e os problemas na relação com o Congresso Nacional. Na realidade, os partidos deram um ultimato para que Rousseff resolva o caso Palocci.
CPI
Com fôlego reavivado, a oposição vai investir esta semana no convencimento de dez senadores da base aliada para virar o jogo e conseguir as 27 assinaturas necessárias para abrir uma Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar a evolução patrimonial do ministro Antonio Palocci.



