A vitória do governador Luiz Henrique começou com as declarações do relator do processo, o ministro Félix Fischer afirmando que “não foi possível mensurar a potencialidade das irregularidades”. Fischer foi contundente e profundo em suas declarações dos altos do processo. O relator afirmou que estava convicto que, no caso, não havia abuso de poder econômico e político. Com isso, gerou a vitória arrasadora de Luiz Henrique e a absolvição por seis votos a um.Se fez justiça
O vice-governador Leonel Pavan, que estava em Brasília acompanhando o julgamento, estava tenso juntamente com os demais colegas de partido, na sede da executiva nacional. Mas foi só sair o voto do relator que todos respiraram aliviados. Após a votação, Pavan gritou: “Se fez justiça”. Conforme Pavan, agora Santa Catarina vai poder continuar com o seu projeto de desenvolvimento sem as nuvens negras que pairavam no ar. Pavan se reúne hoje mesmo com o governador Luiz Henrique em Joinville, à tarde, para discutir as novas metas e projetos do governo para este ano.Acusação
Sinceramente, os advogados de acusação estavam inseguros em suas alegações, deixando transparecer as falhas e inconsistências nos argumentos contidas no processo que pedia a cassação do governador LHS. Primeiro erro foi não ter o número da tiragem dos jornais que tinham publicidades do governo, entre outros, deixando evidente que não havia provas de o quanto as publicidades poderiam ou não influenciar na campanha. Mesmo a acusação tendo criado provas para gerar o processo, foi fraquíssima apresentação e defesa perante à corte suprema. Conforme os advogados de defesa, agora restaria entrar com um recurso extraordinário, que não é bem visto, mas esta decisão será tomada pelo ex-governador Esperidião Amin e Hugo Biehl.
Defesa
O governador Luiz Henrique tem que se render à brilhante explanação feita pelo renomado e experiente advogado xanxerense, José Linhares, em defesa da legitimidade do governo. Linhares foi contundente em suas explanações, afirmando que a acusação não tinha provas cabais para dar seguimento ao processo. Realmente, foi o que ficou evidenciado e o ressaltado pelos seis ministro que votaram contra a improcedência do processo. Mais um xanxerense que brilha no cenário estadual e nacional.
Fortalecidos
O governador e o vice Leonel Pavan saem deste episódio fortalecidos, juntamente com a Tríplice Aliança que pode agora começar a pensar em reeditar a aliança entre os três partidos - PMDB, PSDB e DEM - e pensar nas próximas eleições. LHS e Pavan se mantiveram unidos e em silêncio durante o andar do processo, demonstrando maturidade política e companheirismo. O governador pode agora pensar em seu projeto de buscar uma cadeira no Senado e Pavan ao governo do Estado. A partir de agora, lideranças peemedebistas que são contra Pavan assumir o governo, o ano que vem, terão que aceitar, sem resmungar. Afinal, foi graças a Pavan que solicitou para que fosse ouvido no processo que resultou nesta grande vitória.
Em Brasília, desde a última terça-feira (26) para compromissos partidários e para acompanhar o trabalho dos advogados no julgamento do processo no TSE, o vice-governador e presidente estadual do PSDB, Leonel Pavan deve permanecer na Capital Federal até a sexta-feira (29). Pavan acompanhou o julgamento na sede da executiva nacional do partido com outros líderes tucanos.
Apoio
Tanto a bancada do PSDB no Senado, como a executiva nacional, manifestou solidariedade ao vice-governador e ao governador Luiz Henrique em relação ao processo de cassação que foi a julgamento ontem.
Mau exemplo
A Mesa Diretora do Senado decidiu que os senadores que receberam de forma irregular o benefício de auxílio-moradia terão de devolver o dinheiro. O ressarcimento será feito por meio de desconto na folha de pagamento dos senadores. O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), é um dos que terá de devolver os recursos. Sarney admitiu que recebia o benefício desde o ano passado. Ele alega que o pagamento era um erro administrativo.Banalidade
Olha, o que temos presenciado de desvios e gastos com o dinheiro público no Senado e na Câmara Federal é indescritível. A coisa está tão descarada que nossos políticos vão para a imprensa pedir desculpas, porque receberam dinheiro indevido, com a maior cara de pau. Eles que deveriam dar exemplos. Sinceramente, acho que tirar vantagem e praticar atos ilegais virou banalidade dentro das duas casas. A última agora foi a do presidente do Senado José Sarney que recebia indevidamente auxílio-moradia e teve que devolver. É uma vergonha!
Negócio da China
Tem coisa que não dá para entender, todos falam que na Petrobrás jorra dinheiro, mas teve que fazer empréstimo com a China de US$ 10 bilhões. Só que foi um “negócio da China” para a China que vai pagar em petróleo. Serão 200 mil barris/ dia por dez anos. O especialista respeitado, John Forman, ex-diretor da Agência Nacional de Petróleo, fez as contas: a China pagará US$ 2.739.726,02 por 200 mil barris/dia. Cada barril, hoje cotado em US$ 28,37 (valia US$ 138 há um ano), sairá pela merreca de US$ 13,70. Depois falam que o chinês tem os olhos fechados!
Aposentados
Lula autorizou reajuste de 14,1% no valor do Bolsa-Família, mas os aposentados, que ele jurou respeitar, terão aumento de Apenas 5,92%. Até quando os aposentados serão excluídos e desrespeitados por este governo? Depois vem falar em inclusão social.Voltou o “mala”
Depois de um ano de ostracismo, o senador Renan Calheiros reconquista poder no Senado. Os próximos passos envolvendo negociações entre o governo e a oposição na CPI da Petrobras passarão pelo senador. Ele mantém em suspense a indicação do relator e não aceitou a sugestão do PT, para que o posto ficasse com Romero Jucá. Voltou dando as cartas.
O cara, de pau?
Quem diria? Depois de deixar o governo pela porta dos fundos, quase fugindo, o ex-presidente, e agora senador, Fernando Collor de Mello foi indicado pelo PTB para integrar a CPI da Petrobras. De investigado, Collor assume a condição de investigador. Em 1992, enfrentou uma das mais concorridas CPIs do Congresso, que levou ao pedido de seu impeachment. Renunciou antes de ser condenado. Agora, ao lado do ex-correligionário de partido, Renan Calheiros, influirá nos destinos das investigações. Collor já preside a Comissão de Infraestrutura do Senado, que tem por atribuição sabatinar nomes indicados para as agências reguladoras. Este, nem óleo de peroba salva.Josias de Souza

Hoje é o dia D, quando acontece o julgamento do governador Luiz Henrique no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Sem dúvidas, será um dia que irá entrar para a história do Estado, mas também para o PMDB, pois, dependendo da decisão do julgamento, muita coisa vai mudar no cenário político catarinense, mas este assunto vamos ter tempo para discorrer. Por parte dos governistas, a expectativa é grande e o otimismo mais ainda. Tem alguns eufóricos que apostam em 6x0 para LHS. Já a oposição acredita na cassação do governador. Mas, por outro lado, pode acontecer um fato novo, algum ministro pedir vistas ao processo, adiando o julgamento para o segundo semestre. Enfim, as fichas foram lançadas, agora é esperar o julgamento. A decisão está prevista para sair até as 22 horas de hoje.
