Jantar para Vip
O deputado Gelson Merísio (DEM) assume a presidência da Assembléia Legislativa dia 1º de fevereiro e, à noite, realiza um jantar para todo o primeiro escalão do governo do Estado, os 40 deputados estaduais, 50 desembargadores do Tribunal de Justiça, os sete conselheiros do Tribunal de Contas e todos os procuradores do Ministério Público Estadual. Só Vips! Merisio começa bem, aproximando as principais lideranças, tidas como eminências pardas da política, ao poder Legislativo.Casas populares
Uma fonte fidedigna me confirmou que o prefeito Bruno Bortoluzzi (PSDB) fechou um contrato para construção, ainda este ano, de 180 casas, mas parece que tem mais sendo acertado. Fiquei sabendo que uma das prioridades da administração este ano é a habitação.Área industrial
Ao que parece, finalmente, depois de anos vamos ter mesmo uma área industrial em Xanxerê. O diretor Indústria e Comércio, Gustavo Fiore está trabalhado a todo vapor para concretizar este sonho. Inclusive, já há algumas empresas de peso interessadas em se instalarem no município.
Aniversário do PT
O Partido Trabalhista (PT) completa 30 anos e para marcar a data foi gravado ontem, em Brasília, um programa em comemoração. Duas lideranças catarinenses foram convidadas para participar do programa: a senadora Ideli Salvatti e o deputado federal Cláudio Vignatti, juntamente com o presidente Lula e a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff.
Eleição da Fecam
Na próxima sexta-feira (29), a Federação Catarinense dos Municípios (Fecam) realiza a eleição para escolha da nova diretoria. A chapa única, encabeçada pelo prefeito de Caçador, Saulo Sperotto, do PSDB, foi homologada, ontem. Ele vai suceder Ronério Heiderscheidt, do PMDB de Palhoça. O prefeito Bruno Bortoluzzi já confirmou presença.
Sem medo
O vice-governador Leonel Pavan (PSDB) entregou carta solicitando que a Assembleia Legislativa aprove autorização para o processo seguir no Tribunal de Justiça, no caso em que é investigado por supostamente ter tentado resolver pendências fiscais de uma distribuidora de combustíveis no Estado. A entrega foi feita terça-feira ao primeiro-vice-presidente da Assembleia, Gelson Merísio (DEM). Pavan ressaltou que não usaria “de forma alguma” a maioria absoluta do governo para trancar o processo. O pedido é para que os parlamentares fiquem “à vontade” e autorizem o prosseguimento para o julgamento. Carta de Pavan
“Compareço, por isso, antes do reinício dos trabalhos legislativos, a esta casa, dirigindo-me à Vossa Excelência e a cada um dos 40 deputados que a integram, para reafirmar que não pratiquei nenhum ato ilícito e não causei ao Estado de Santa Catarina qualquer tipo de prejuízo. Tenho sofrido muito com as frequentes manifestações contra a minha pessoa. Estou pagando um preço muito elevado. Meu patrimônio político foi construído com muito trabalho e sacrifício. Diante desse intenso massacre a que estou sendo submetido, preocupa-me o patrimônio político. Porém, mais do que tudo, preocupa-me a minha imagem pessoal, a minha moral que está sendo injustamente atingida.”
Votação
Conforme Merisio, os deputados tomarão conhecimento da carta de forma regimental, com a leitura no expediente da primeira sessão deliberativa, no dia 3. Merisio avalia que no mesmo dia deve ocorrer a votação. “Leremos a carta e, provavelmente, se for do entendimento dos líderes, também vamos deliberar sobre a autorização para que possa ter prosseguimento o processo no Tribunal”, destacou.
Governador
O governador Luiz Henrique da Silveira (PMDB) afirmou acreditar que a Assembleia Legislativa vá aprovar a autorização para o Tribunal de Justiça analisar a denúncia contra Leonel Pavan. “Acredito que a Assembleia aprove, atendendo ao desejo do vice”, disse. Para LHS, o desgaste de Pavan com a Operação Transparência não é suficiente para tirá-lo da disputa ao governo. Segundo ele, o candidato será o que tiver melhores condições e a pesquisa irá apontar isso até junho. “Nenhum dos quatro (Leonel Pavan, Eduardo Moreira, Dário Berger e Raimundo Colombo) tem afastada a possibilidade de concorrer”, disse o governador.
Desconfiança
A desconfiança por parte do PMDB e DEM é grande quanto a Leonel Pavan assumir o governo e ser efetivado. Os partidos temem que os estragos provocados pela Operação Transparência venham a prejudicar o processo eleitoral, mas também por temerem que o tucano acabe, num rompante, fulminando com a Tríplice Aliança e anunciando sua candidatura à reeleição, contra tudo e contra todos. É de estranhar esta atitude do PMDB e do DEM, afinal Pavan nunca deu motivos para os partidos desconfiarem da sua palavra. O que não se pode dizer do “fogo amigo”, que veio de todos os lados, para aniquilar a vida política de Pavan.
Juntos
Não é de estranhar que Pinho Moreira (PMDB) e o senador Raimundo Colombo (DEM) falem nos bastidores que Leonel Pavan não tem mais condições de assumir o governo. Afinal, quem não sabe que os dois partidos estão fechados para uma possível dobradinha, tendo Colombo como candidato ao governo e Moreira de vice? Volto a afirmar que o acordo para Pavan assumir o governo foi entre ele e LHS. A bancada do DEM vai esperar o retorno do governador do exterior para uma conversa franca e definitiva sobre o futuro de Pavan, do governo e das eleições deste ano.
Começou a política
Para quem não sabe, a política começou. Todos os acordos até o momento acertados serão rediscutidos. O DEM percebendo a fragilidade dos tucanos e de Pavan vai ir para o embate, mesmo que na área da discussão, visando consolidar Raimundo Colombo como candidato oficial da Tríplice, ou alguém tem dúvidas?
Dois pesos...
Uma coisa tem que ficar clara, Pavan foi apenas indiciado e não julgado. Será que o PMDB esqueceu que o prefeito de Florianópolis Dário Berger foi indiciado na operação Moeda Verde da Polícia Federal e, mesmo assim, foi à reeleição e se reelegeu? Estão querendo colocar a carroça na frente dos bois.
Vice de Gabeira
O empresário e primeiro vice-presidente estadual do PSDB do Rio, Márcio Fortes, de 65 anos, será o nome indicado do partido para ser o vice na chapa do deputado federal Fernando Gabeira (PV), pré-candidato ao governo fluminense. Apesar de os tucanos ainda manterem a cautela diante do anúncio oficial, que só deverá ocorrer na próxima semana, integrantes de coligação PV/DEM/PPS/PSDB já admitem a dobradinha entre Fortes e Gabeira na disputa pela sucessão do governador Sergio Cabral (PMDB), que tentará a reeleição.
Política sem ódio
Peemedebista da cepa e de coração, Ulisses Guimarães deixou nos anais da história a sua forma nítida e consciente de ver a política. Sem os artifícios ou raivinhas e, muito menos, o personalismo que hoje é usado por alguns políticos para esconder as suas falcatruas e incompetências. "Política não se faz com ódio, não é função hepática. É filha da consciência, irmã do caráter, hóspede do coração". Ulysses Guimarães.Vice do DEM não
O presidente estadual do PMDB, Eduardo Pinho Moreira participou na semana passada de reunião com líderes do PMDB do Sul (30 municípios), quando discutiu possibilidade de alianças, constatou que a maioria, ampla, não aprova chapa com o PMDB de vice do DEM para disputar o governo do Estado.
Autorização
O Tribunal de Justiça encaminhou, ontem mesmo, um ofício dirigido à Assembleia Legislativa de Santa Catarina solicitando autorização da Casa para dar continuidade aos trâmites processuais que apuram o eventual envolvimento do vice-governador Leonel Pavan na prática de corrupção passiva e advocacia administrativa, segundo denúncia formulada pelo Ministério Público.
Unidade
Batizada de "unidade", a chapa do deputado Michel Temer (PMDB-SP) na disputa pela presidência do PMDB caminha para ser aclamada na convenção nacional do partido, antecipada para o dia 6 de fevereiro. Apesar de o partido ter fixado a próxima quinta-feira como data-limite para o registro de chapas que pretendem disputar o comando da legenda, a cúpula peemedebista não acredita divergência para a recondução de Temer ao cargo.
Convenção do PMDB
Apesar da pressão de grupos peemedebistas, a Executiva Nacional do PMDB decidiu nesta quarta-feira manter a convenção nacional do partido no dia 6 de fevereiro. O impasse no partido teve início depois que o governador de Santa Catarina, Luiz Henrique da Silveira (PMDB), e o ex-governador de São Paulo ,Orestes Quércia ameaçaram questionar judicialmente a mudança na data da reunião que deveria ser em março. Para a cúpula do PMDB falou mais alto a disposição de reeleger o deputado Michel Temer (PMDB-SP) para o comando do partido, motivo que provocou a antecipação da convenção. Na ocasião, será eleito o novo comando do PMDB, mas o tema eleição não será tratado.
