Caso aconteça do vice governador Leonel Pavan ser indiciado pela Polícia Federal o governador Luiz Henrique estará num dilema entre a cruz e a espada. LHS passando o cargo para Pavan cumprirá o acordo, mas ao mesmo tempo fragilizará o governo perante os adversários. Mas se não passar o cargo estaria demonstrando um pré-julgamento de forma condenatória do vice. Agora, se o processo continuar até abril o que farão ambos?
Cumpriu com obrigação
O vice-governador Leonel Pavan, decidiu que não irá se pronunciar antes de ter informações oficiais do inquérito. Para os mais próximos, Pavan garante que é inocente. Apenas cumpriu sua obrigação ao atender pedidos de contribuintes. E garante que, se for indiciado, vai provar a inocência, pois o pedido da empresa paranaense para obtenção de inscrição na Fazenda não foi atendido E que, portanto, não houve irregularidade.
Operação Transparência
A Polícia Federal entregou, ontem, ao Tribunal de Justiça de Santa Catarina o inquérito que investigou supostos crimes de corrupção ativa e passiva, violação de sigilo funcional e advocacia administrativa envolvendo empresas privadas, autoridades e servidores públicos do Estado. Batizada de “Operação Transparência”, a investigação que tratou de sonegação e fraude na venda de combustíveis foi autorizada pelo Tribunal de Justiça e conduzida em conjunto pelo Ministério Público Estadual, Receita Federal e o Fisco.
Investigação
O caso corre em segredo de Justiça, mas chamou a atenção do meio político porque, na última quarta-feira, o vice-governador Leonel Pavan (PSDB) compareceu à Superintendência da Polícia Federal para depor sobre sua ligação com a empresa paranaense Haro Combustíveis, que tem sede no Rio de Janeiro. A Haro Combustíveis teria pedido ajuda ao gabinete do vice-governador no início do ano. Alegando estar na mira dos fiscais, teria pedido ajuda para reabilitar a inscrição estadual, cancelada pela secretaria da Fazenda. O superintendente regional Ademar Stocker e o delegado federal Luiz Carlos Korff prometeram dar uma entrevista coletiva hoje para falar dos resultados da investigação.
Precipitação
A cúpula tucana analisa este caso como tendo por trás uma motivação política devido à precipitação do processo. A PF é subordinada ao Ministério da Justiça, que tem como titular Tarso Genro, candidato do PT ao governo do vizinho Estado do Rio Grande do Sul. E claro que se Pavan for envolvido neste caso vai favorecer a candidata petista ao governo do Estado, senadora Ideli Salvatti, ou não?
Tirando o sono
Este inquérito da Polícia Federal tem tirado o sono do centro administrativo. Dependendo dos rumos da investigação poderá inviabilizar a licença do governador Luiz Henrique que estava para acontecer dia 5 de janeiro. Caso Pavan seja citado na investigação da PF, LHS ficaria em uma situação política difícil de transferir o governo. Até o momento, a Polícia Federal não confirmou se Pavan será indiciado ou não.
Desdobramentos
Na hipótese do governador Luiz Henrique não passar o cargo para o seu vice, Leonel Pavan, como vai ficar o futuro da Tríplice Aliança? Esta é a pergunta que não quer calar. Mas uma coisa é certa, Pavan e LHS são amigos e um confia no outro. Se Pavan diz que é inocente e pode provar sua inocência, o castelo de areia da Tríplice continua em pé, apesar das muitas ondas de denúncias que este governo já passou, provando que eram infundadas, Um exemplo foi o processo de cassação de ambos este ano. Vamos ter que esperar os desdobramentos de mais este caso.
Corre nos bastidores que existe a possibilidade do deputado tucano Jorginho Mello não renunciar em 1º de fevereiro à presidência da Assembléia Legislativa até não acontecer um desfecho sobre este caso do vice-governador Leonel Pavan na Polícia Federal. Pelo que conversei com Mello não acredito nesta hipótese, o deputado Gelson Merisio (DEM) deve, sim, assumir a presidência em fevereiro, sem problemas.Roteiro
Em seu twitter, o ex-deputado Hugo Biehl (PP) afirma que em janeiro vai viajar para o Chile votando as atividades políticas somente em fevereiro quando fará um roteiro pelo Estado para agradecer e explicar a pré-candidatura ao governo. Companheiros estão defendendo que Biehl concorra a deputado estadual, em vez de federal, já que hoje este espaço foi ocupado por Odacir Zonta. Biehl ainda não se manifestou, mas sexta-feira ele estará em Chapecó quando acontece uma reunião festiva do PP. Biehl afirma estar reabilitado com a desistência de não concorrer ao governo e com muita força. “Será o momento para encerrar as atividades e fazer um balanço”, afirma Biehl.
Primeiro o PT convocou o marqueteiro responsável pela campanha de reeleição do presidente Lula para fazer a campana de Dilma Rousseff. Inventaram a tal “Mãe do PiriPAC” fruto de uma tirada de palanque do presidente Lula. Agora o PT convocou dois bruxos do nosso marketing político para dar pitaco sobre a imagem da Rousseff. Duda Mendonça, o criador do “Lulinha paz e amor” da campanha de 2002, e Nizan Guanaes, que inventou a mão espalmada do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso em 1994. Este boing 777 chamado Dilma Rousseff não decola.Lei de responsabilidade
A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado aprovou na última terça-feira o projeto de lei que flexibiliza a aplicação da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), a princípio, para o exercício financeiro de 2009. A proposta, do senador César Borges (PR-BA), beneficiará especialmente municípios que, por causa da queda nos repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) feitos pela União, não conseguirão cumprir metas fiscais da LRF. O texto, que agora seguirá para o plenário, prevê que a flexibilização possa ser estendida até 2010, caso os repasses do FPM continuem a cair por causa das medidas adotadas pelo governo federal para reduzir efeitos da crise econômica mundial.
Aprovação
O Planalto sinalizou que não apoiará o projeto. A líder do governo no Congresso, senadora Ideli Salvatti (PT-SC), alega que o Executivo liberou este ano R$ 2 bilhões para compensar perdas dos municípios. Pois é, mas cerca de 70% dos prefeitos poderão ser enquadrados na Lei de Responsabilidade Fiscal, caso a flexibilização não seja aprovada.
