sexta-feira, 4 de março de 2011

José Fritsch fala sobre o planejamento estratégico do PT catarinense
PTSC - O PT nacional está reformulando o seu estatuto e mexendo em suas secretarias. Nos últimos dias o PT-SC reuniu-se mais de uma vez para tratar do seu planejamento político e estratégico. Há uma determinação nacional para que o partido tenha uma linha de ação específica, dentro desta nova estruturação?
Fritsch - O PT vai realizar um congresso nacional, ainda neste ano, para discutir e aprovar uma nova organização estatutária. Nessa lógica, há necessidade de fortalecer a democracia interna, o funcionamento das instâncias – congressos, encontros, reuniões de diretórios, executivas -, aprimorar o relacionamento com os mandatos (municipais, federais e estaduais) e os executivos.

PTSC - Como funciona este processo democrático interno?
Fritsch - O nosso processo democrático interno consiste em eleger as direções partidárias. Isso vale para os diretórios municipais e para a Executiva Estadual. Estamos propondo, aqui em SC, que as estruturas micro regionais sejam um espaço de deliberação do PT. Hoje elas funcionam na formalidade, sem passar por um processo deliberativo. Mas para esta mudança ocorrer, precisa estar inserida no estatuto nacional do partido. Estas estruturas podem nos ajudar ainda mais na organização interna do partido.

PTSC – Quais foram os pontos discutidos nestas reuniões de planejamento do PT-SC?
Fritsch - Em Santa Catarina, o planejamento definiu nossa posição política. Estabelecemos cinco pontos de atuação. O primeiro será a oposição ao governo Raimundo Colombo, que herdou de Luiz Henrique um estado falido, com problemas enormes nas áreas de saúde, educação, segurança publica, infraestrutura, e outros pontos. Nós faremos oposição a este governo.
O segundo ponto diz respeito à defesa e à relação do PT estadual com as ações do governo Dilma no Estado. Devemos estar atentos às políticas públicas implementadas também no nosso Estado. O terceiro ponto discutido foi a necessidade de ampliar a relação do PT com os movimentos sociais e sindicais, e do ponto de vista setorial com destaque para juventude e mulheres.
O quarto ponto foi a organização interna do PT estadual – funcionamento dos diretórios e executivas municipais; a relação com vereadores, prefeitos e vices. A partir deste, o quinto e último ponto da pauta é a mobilização do PT para as eleições 2012.

PTSC - Partindo dessas premissas, quais as primeiras ações do partido?
Fritsch – Veja que este é um planejamento para os próximos quatro anos. A primeira ação é uma campanha de novas filiações. Uma das prioridades é criar uma sistemática de planejamento – municípios, governos, disputas, campanhas -, construir de forma permanente dentro do PT. Além de uma relação conjunta da executiva com a bancada estadual e a federal.

PTSC – Como será a relação com os sete deputados e deputadas estaduais e os quatro deputados e deputadas federais?
Fritsch – O PT vai propor projetos e ações, dando destaque à reforma política, que já esta em ação no Congresso Nacional. Queremos fazer um debate no Estado sobre esta reforma, trazer para cá cada questão.

PTSC - Em quais municípios o PT vai “investir” nas próximas eleições?
Fritsch - Ainda será definida a estratégia até o final do ano. No dia 16 de abril o diretório estadual reúne-se e a partir deste momento as discussões vão amadurecer, para que sejam definidas as estratégias em cada região do nosso estado.

Dia da Mulher
Na sessão ordinária da próxima quarta-feira (9), a Assembleia prepara uma homenagem especial pela passagem do Dia Internacional da Mulher, comemorado dia 8. Seis mulheres serão reconhecidas como exemplos para a sociedade por destacada atuação na prestação de serviços a Santa Catarina ou na defesa dos direitos das mulheres: Jamile Machado, Joana Maria Pedro, Alvete Pasin Bedin, Carolina Mathilde Wagner Probst; Clair Castilhos; Raquel Ribeiro Bittecourt. Elas foram indicadas pela Casa e pelas deputadas Ada Faraco de Luca (PMDB), Ana Paula Lima (PT), Dirce Heiderscheidt (PMDB), Angela Albino (PCdoB) e Luciane Carminatti (PT).

Recursos
Os vereadores de Xanxerê Paulo Boita (PT) e Pastor Ivo Borba (PTB) irão no dia 15 de março, a Brasília, em busca apoio para projetos em Xanxerê e buscar recursos para investimentos, como o Pronto Atendimento 24 horas. Segundo os vereadores, a questão da saúde é de vital importância para Xanxerê. Boita destaca ainda que com o Pronto-Atendimento muitas reclamações que emanam da área da saúde serão reduzidas.

Briguenta?
“Firmo com vocês o respeito e a dignidade em primeiro lugar sempre. Que dentro dessa Câmara eu possa somar e fazer Xanxerê ficar cada dia maior e mais forte. Estou com vocês com mais serenidade, experiência e coragem. Ao ser perguntada se eu ainda sou aquela briguenta de antes, eu digo: Eu estou um pouco mais velha, mas sensata, mas não mexam comigo”. Vereadora Ivone Sirino, na Câmara de Xanxerê

Lei da Ficha Limpa
Já está no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um recurso do Ministério Público Eleitoral que pede o enquadramento do ex-presidente da República e senador Fernando Collor (PTB-AL) na Lei da Ficha Limpa. O recurso contesta decisão do Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE-AL), que, no dia 14 de dezembro passado, entendeu que Collor, que tinha sido candidato ao governo estadual, não havia manipulado resultado de pesquisa eleitoral.

Lei da Ficha Limpa II
Segundo o Ministério Público, o TRE-AL entendeu que houve irregularidade na divulgação de uma pesquisa eleitoral favorável a Collor feita pelo Instituto Gape, que pertence ao grupo de comunicação da família do ex-presidente. Entretanto, como o candidato perdeu as eleições, o fato não seria suficiente para responsabilizá-lo. Por outro lado, o jornal Gazeta de Alagoas, responsável pela divulgação das informações, foi multado em R$ 53,2 mil por uso indevido de meio de comunicação social.

Corte no orçamento
A Confederação Nacional dos Municípios (CNM) divulgou estudo no qual aponta "preocupação" com a redução de recursos para os municípios, decorrente do corte de R$ 50 bilhões no Orçamento da União. O presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, destacou que os municípios "entraram em estado de alerta" e afirmou que espera que a presidenta Dilma Rousseff reveja a questão, “pois a situação vai ficar agravada com a previsão de queda nos repasses para o Fundo de Participação dos Municípios (FPM)".

Corte no orçamento II
Segundo Ziulkoski, a diminuição dos recursos do FPM vai ocorrer por causa da previsão de queda de R$ 18 bilhões de receitas líquidas em 2011. Há ainda a estimativa de redução da arrecadação do Imposto de Renda (IR), da ordem de R$ 3,1 bilhões, e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), de R$ 3,9 bilhões - os dois impostos compõem a receita do FPM. O estudo da confederação aponta uma perda de R$ 1,4 bilhão este ano. A estimativa inicial para o FPM em 2011 era de R$ 69,9 bilhões.