Equipe de governo
O governador eleito Raimundo Colombo, em sua primeira entrevista reconheceu que estava preparado para o segundo turno, se houvesse. Quanto à definição da equipe do novo governo, Colombo afirmou que só vai discutir depois de encerrado o segundo turno para presidência da República. Os critérios para a definição do secretariado estão mantidos. Os secretários serão em número proporcional aos votos dos partidos na Assembleia. Colombo voltou a afirmar que vai colocar o governo mais próximo das pessoas, ou seja,humanizar a máquina pública. O governador eleito falou que irá visitar as 36 secretarias regionais e se reunirá com todos os servidores para melhorar a máquina governamental em benefício da população.
Guru de Colombo
O novo governador Raimundo Colombo (DEM) afirmou que o que for bom no governo dará continuidade e mudará o que for preciso. Mas Colombo pretende fazer um governo moderno e, para isso, conta com o apoio de seu amigo pessoal, “o guru” economista Ubirajara Rezende, que trabalha nos Estados Unidos. Rezende será o responsável pelos trabalhos de transição governamental.
Desabafo
O candidato à reeleição, deputado federal Valdir Colatto (PMDB) fez um desabafo, ontem, na imprensa, e reclamou da falta de apoio da região Oeste, onde esperava fazer uma votação bem maior. “Principalmente nas cidades de Xanxerê, Xaxim e Chapecó onde mais trabalhei”, desabafou. Colatto foi um fiel defensor da agricultura, mas sua dedicação não foi reconhecida, infelizmente. Colatto tem espaço aberto no governo do Estado, mas conforme ele, participar do governo estadual não está nos seus projetos.
Sonho meu...
A candidata ao governo Angela Amin (PP) escreveu no seu twitter: “Meu sonho é poder ajudar a fazer as pessoas de Santa Catarina mais felizes. Mas um sonho não se conquista sozinha, é preciso ter quem acredite”.
Como fica o PP???
O Partido Progressista sofreu mais uma estrondosa derrota nas urnas. Um sinal claro que o partido tem que repensar em quem lançar como candidato ao governo. A família Amin já ocupou o seu espaço na política catarinense e não agrega mais, como fazia antigamente. Como fica agora o PP no Estado, com esta terceira derrota ao governo?
Líder
O candidato a deputado federal Esperidião Amin (PP) era previsto como o candidato mais votado nesta eleição. Evidente que teve uma votação expressiva, mas não liderou. Foi ultrapassado pelo peemedebista e afilhado de Luiz Henrique, Mauro Mariani. Mais uma vitória de LHS em cima do adversário. O novo senador pode sair do cenário político, após terminar seu mandato, mas deixa na história a sua marca de vencedor e um dos maiores estrategistas políticos de Santa Catarina.
Senado
O Estado de Santa Catarina terá no Senado dois peemedebistas, Luiz Henrique e Casildo Maldaner e um tucano, Paulo Bauer. Os três da mesma coligação que elegeu o senador Raimundo Colomboa, que abre a vaga para Maldaner. Os catarinenses preferiram assim. Um recado para a oposição, que deve rever seus conceitos e estratégias. Ou será que precisa dizer mais?
Trocar Indio por Gabeira?
Corre nos bastidores que está sendo discutida a possível troca de Indio da Costa (RJ), vice do candidato à presidência, José Serra (PSDB), pelo candidato derrotado ao governo do Rio de Janeiro, Fernando Gabeira (PV). Pela legislação eleitoral, a substituição do vice, tanto para presidente da República, como para governador, é autorizada em um segundo turno. O líder do Democratas na Câmara, Paulo Bornhausen, descartou ontem (4) a hipótese. Bornhausen disse que a troca representaria um absurdo “jurídico e político” e que não está sendo analisada. Olha, como diz o velho ditado, onde há fumaça há fogo.
Troca do vice
O candidato do PSDB à presidência, José Serra, disse ontem não haver possibilidade legal para a troca de vice na sua chapa. O assunto, no entanto, foi tratado por integrantes da campanha tucana, que ainda não descartam totalmente a hipótese.
Apoio de Aécio
O presidenciável José Serra (PSDB) comentou o apoio do ex-governador mineiro e senador eleito, Aécio Neves (PSDB) a sua candidatura. “Aécio deve guardar agora o momento de dor", afirmou Serra, em relação à morte do pai de Aécio no último domingo (3). "Não sei se talvez seja o caso de Aécio se envolver num trabalho direto, imediatamente, mas acredito que ele será uma pessoa chave junto com Anastásia (Antonio Anastasia, governador eleito), aqui em Minas, e no plano nacional para que a gente chegue a um final muito feliz nesse segundo turno", disse Serra.
Onda verde...
Resta saber agora quem irá conquistar a “onda verde” de votos da candidata do PV, Marina Silva: José Serra (PSDB) ou Dilma Rousseff (PT)? Para se eleger no segundo turno, Serra precisa manter o número de votos que teve no primeiro turno e atrair, em números redondos, 85% dos votos dados a Marina. Já Rousseff, conservando o que teve, precisa ganhar apenas 20% dos votos conferidos à Marina. A confirmação do segundo turno presidencial indica que o entorno de Dilma Rousseff subestimou a dimensão da "onda verde".
Errou feio
O presidente Lula ficou rouco de tanto garantir a vitória de Dilma Rousseff no primeiro turno. Mas as urnas mostraram outra coisa, confirmando que haveria segundo turno. Lula errou feio. Os institutos de pesquisa e Lula foram incapazes de antecipar o tamanho que ganharia a “onda verde”. Não enxergaram também que Serra crescera na reta final da campanha. Agora, convenhamos, o segundo turno não é uma segunda eleição. Quem votou em Dilma, por exemplo, não tem motivos para votar em Serra no segundo turno. A recíproca também é verdadeira.
Intervenção branca
As cúpulas do PSDB e DEM preparam, a partir de hoje, uma "intervenção branca" na campanha do tucano José Serra, para iniciar a corrida do segundo turno com novo fôlego. Deverão ter maior peso nas negociações dentro do PSDB, o recém-eleito senador Aécio Neves, o governador reeleito de Minas, Antonio Anastasia, e o governador eleito do Paraná, Beto Richa. A avaliação é que a oposição não pode cometer os mesmos erros de 2006: quando o tucano Geraldo Alckmin perdeu votos e saiu menor do que entrou na segunda fase da campanha.
Festa do PT
A festa preparada com antecedência pela direção do PT para a comemoração de uma eventual vitória da candidata à presidência, Dilma Rousseff, ainda no primeiro turno, terminou num retumbante fracasso. Pelos cálculos da Polícia Militar, cerca de 300 pessoas compareceram à área externa do Ginásio Nilson Nelson, onde participaram do ato, um número bem abaixo dos 50 mil militantes esperados pelos organizadores do evento.
Vitorioso
Após ter sido preterido pelo PSDB na disputa pela vaga de candidato à sucessão presidencial, o ex-governador de Minas Gerais, Aécio Neves, acabou assegurando à oposição uma das maiores vitórias na eleição deste ano.Com seu apoio, o governador tucano, Antonio Anastasia, conseguiu ser reeleito já no primeiro turno, com 62,72% dos votos. Com sua alta popularidade no segundo maior colégio eleitoral do país, Aécio garantiu sua vitória na disputa pelo Senado com 39,48% dos votos. E ainda ajudou o ex-presidente Itamar Franco, do PPS, aliado do tucano, a conseguir a segunda vaga no Senado, com 26,75% dos votos.






