Convenção do PSDB
A convenção do PSDB começou com discursos inflamados, em sua maioria pedindo que Leonel Pavan fosse candidato ao governo do Estado. Mas as conversas internamente mostravam que decisão já estava tomada, que era apoiar a Tríplice Aliança, formada pelo DEM, PMDB e PSDB. E foi o que aconteceu, Pavan chegou à convenção extremamente abatido, pois vinha com uma determinação do PSDB de apoiar a Tríplice para formar um palanque sólido para José Serra no Estado. Pavan fez questão de demonstrar sua contrariedade e disse: “É triste, é dolorido, mas sou ético e partidário, vou seguir a determinação do meu partido, que é de apoiar a Tríplice”.
Ajudou o PMDB
Em seu discurso, Pavan fez questão de enfatizar que ajudou o PMDB três vezes para assumir o governo, primeiro em 2002, depois em 2006 e, recentemente, quando defendeu Luiz Henrique no processo de cassação. “Agora esperávamos a retribuição do PMDB, mas isto não aconteceu”, afirmou Pavan. Isto fez os militantes sacudirem o plenário do Hotel Cambirela, demonstrando toda insatisfação com a aliança. Pavan encerrou o discurso pedindo apoio e votos no projeto nacional de Serra e na aliança.
Tríplice Aliança
Mesmo reeditada a Tríplice Aliança, ela não vem com o mesmo brilho da primeira. Esta Tríplice traz o PMDB e o PSDB rachados, além de um PPS descontente. O DEM terá que trabalhar, e muito, para aparar as arestas dentro da Tríplice. Só o tempo dirá se os descontentes realmente abraçarão esta aliança. Fica no ar a incerteza de que tucanos e peemedebistas não migrem votos, tanto para o lado do PT ou do PP, o que naturalmente fragilizará Colombo.
Convenções
Acompanhei as convenções do PPS, PT e PSDB, em Florianópolis. Todas foram tensas como há muito tempo não se via, principalmente dos partidos da Tríplice Aliança. As coligações foram fechadas na convenção, mas negociadas, via telefone, pelos líderes que não paravam um minuto, todos querendo buscar apoio e trazer novos partidos para sua aliança. A partir de agora, Santa Catarina começa a respirar política e viver a política que vai escolher o novo governador do Estado.
PPS na Tríplice Aliança
O candidato ao governo do Estado, Raimundo Colombo (DEM) se reuniu ontem, em Florianópolis, com líderes do PPS no diretório estadual durante aproximadamente uma hora, quando ficou acertado que o partido fará parte da Tríplice Aliança. Colombo fez questão de salientar que a participação do PPS coroa, ainda mais, a sua candidatura e vai fortalecer Santa Catarina e trazer benefícios para os catarinenses.
Suspensão de Moreira
Colombo afirmou que não acredita na suspensão da filiação de Pinho Moreira, imposta pelo diretório nacional, pois não existe efeito jurídico. Colombo não esconde o nervosismo, mas acredita que Pinho será o seu vice. A medida cautelar aplicada sobre Pinho Moreira impede que o dirigente concorra ao lado do candidato democrata e ainda o retira da presidência estadual. Com a punição, o deputado federal João Matos, vice-presidente da sigla, assume o controle estadual. Para que Pinho Moreira deixe o partido, é preciso de dois terços dos integrantes votem a favor da expulsão.
Emoção na convenção do PT
A convenção do PT trabalhou em cima da emoção dos filiados, visando sensibilizar os presentes com vários depoimentos de lideranças, em vídeo, apoiando a candidatura de Ideli Salvatti ao governo do Estado. O vídeo terminou com a senadora cantando uma música do cancioneiro popular brasileiro. Familiares ficaram comovidos com o espetáculo. A senadora foi às lágrimas.
Candidato PPS
Foi homologada ontem a candidatura a deputado estadual do empresário musical e apresentador de TV, Gilmar Brasil que sai por Chapecó com apoio da região. Para o presidente do PPS de Chapecón Sadi Cechin a candidatura de Gilmar vem recebendo diversos apoios e cresce dia a dia. “Gilmar vai necessitar aproximadamente 20 mil votos para se eleger e se o partido acreditar no projeto, com certeza teremos um deputado de Chapecó”, acredita Cechin.
Manoel Dias é o vice de Angela Amin
O presidente do nacional do PDT em exercício, Manoel Dias, será o vice da deputada Angela Amin ao governo. A informação é do presidente estadual do PP, deputado Joares Ponticelli. Maneca chegou a ser oferecido como vice de Ideli Salvatti, mas não houve acordo entre os partidos.
Vice de Serra
Depois de muita pressão, por parte do DEM nacional, o PSDB desistiu de sair com chapa pura, com o senador Álvaro Dias de vice de José Serra. Ontem, o presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra, confirmou que o candidato a vice-presidente na chapa de Serra à presidência da República será o deputado federal Índio da Costa (DEM). O deputado foi escolhido porque é um parlamentar jovem, circula bem na militância jovem do Democratas e é do Rio de Janeiro, região onde o PSDB não vai bem nas pesquisas de intenção de voto. Ele foi o relator da Lei da Ficha Limpa.




