Hora da onça beber água...
Os históricos do PP de Xanxerê ainda estão tentando deglutir o empurrão, goela abaixo, do vereador Hélio Winckler como presidente do partido, por ordem do diretório estadual. Os históricos até aceitaram, mas não entenderam como que lideranças, a exemplo do deputado federal Esperidião Amin e o presidente estadual Joares Ponticelli, simplesmente lavaram as mãos e não se manifestaram. Até parece que foram abduzidos, comentam os históricos. Mas tem uma coisa, garantem que vai ter a hora em que a onça vai beber água na fonte, seja na convenção em junho de 2012 ou na eleição em outubro, aí a conversa vai ser outra.
Sistema parlamentarista
Nesta terça-feira (13) os históricos se reuniram para avaliar a indicação do vereador Hélio Winckler como presidente do diretório do PP de Xanxerê. Até para assimilar melhor esta imposição por parte do diretório estadual. “O momento é de reflexão, mas não vamos entregar o partido ou sair dele”, afirmou um progressista. Mas durante a reunião, quando houve várias discussões, se chegou a conclusão que para acertar as diferenças o único jeito é criar o sistema parlamentarista dentro do PP xanxerense, onde o rei reina, mas não manda.
PP rachado
O Partido Progressista no Oeste vem passando por um desgaste enorme e perdendo musculatura política, tudo devido à intervenção do diretório estadual, de forma impositiva, sem respeitar as lideranças locais. Foi assim em Chapecó, onde várias lideranças históricas abandonaram a sigla e agora Xanxerê vive o mesmo filme, mas ainda os históricos resistem em deixar o partido. Mas até quando? Tem caciques no PP estadual que acham que política se faz no cabresto. Os tempos mudaram, cada município tem o seu estilo e forma de existir.
Banco Banrisul
O secretário de Agricultura de Xanxerê, Valdir Zembruski, recebeu a visita do analista do Banco Banrisul, Mauro Niches, que veio em busca de dados agropecuários e a indústria e comércio de Xanxerê, já que o banco pretende se instalar no município. O Banrisul deve gerar de sete a 12 empregos e deve abrir dentro de 90 dias. Sinal que o agronegócio vai de vento em polpa, o que gerou interesse no banco em abrir uma agência em Xanxerê.
A volta de Gavazzoni
Corre nos bastidores do governo que caso se confirme a volta do secretário da Fazenda, Ubiratan Rezende, para os Estados Unidos, o nome cotado para assumir a pasta é o do presidente de Celesc, Antônio Gavazzoni. Ele já foi secretário da Fazenda no governo Luiz Henrique, onde fez um trabalho invejável, aumentando a receita e diminuindo os gastos do governo. A expectativa pela volta de Gavazzoni é bem vinda em vários setores, não só do governo Colombo, mas da sociedade como um todo. Sem falar que Gavazzoni tem vários projetos para colocar em prática na Celesc, mas está tudo parado até serem solucionadas as questões pendentes sobre os pagamentos da Monreal, empresa que prestava serviços para a estatal e que está sob investigação do Ministério Público, o que tem deixado Gavazzoni desanimado, garantem amigos próximos. Mas será que Gavazzoni quer voltar???
Certeza
“Tenho certeza que logo estarei na AL novamente, continuarei trabalhando por Santa Catarina!” Suplente a deputado estadual Daniel Tozzo em seu Twitter.Tozzo assumiu recentemente o cargo de deputado, pelo período de 60 dias, no lugar do deputado Marcos Vieira que se licenciou.
Audiência pública
“Confirmada Audiência Pública em Chapecó nesta sexta-feira (16), às 14h, no Centro de Eventos Plínio Arlindo de Nês, sobre o Código Florestal Brasileiro.” Deputado federal Valdir Colatto (PMDB).
Enchentes
O Governador Raimundo Colombo fez ontem uma prestação de contas sobre as ações do governo no Vale do Itajaí, durante almoço oferecido na Casa da Agronômica aos deputados estaduais de todos os partidos. Colombo elogiou as atenções da presidente Dilma Rousseff e vários de seus ministros, e pediu um relatório de secretários e dirigentes de órgãos estaduais sobre atendimento das vitimas.
Defenestrado
A revelação de que o Ministro do Turismo, Pedro Novais manteve sua governanta por sete anos na folha de pagamento da Câmara comprometeu a sua situação no PMDB. Nem com apoio e apadrinhamento de caciques como o senador José Sarney conseguiram livrar o ministro da degola. A presidente Dilma Rousseff conversa com seu vice Michel Temer para oficializar a saída de Novais, que já se conformou em deixar o governo. Seu substituto será do PMDB, indicado pela direção do partido. Mais um que foi defenestrado do governo. Para a presidente, de certa forma, soma pontos, pois está limpando a herança que herdou, separando o joio do trigo.
Esforço
A presidente Dilma Rousseff afirmou ontem que o governo fará “um esforço” para que a economia do Brasil cresça 4% neste ano. “Vamos fazer um esforço para chegar a 4%, quatro e pouco. Esse trimestre que fechou vimos que foi 0,8% (de crescimento do PIB), o terceiro trimestre deste ano ainda vai ser um pouco baixo e nós contamos com o último trimestre para dar um ressurgimento”, disse.
Grito de guerra
Na presença de cerca de três mil vereadores, prefeitos, parlamentares e líderes regionais, o comando do PMDB usará o fórum nacional do partido, que acontece hoje em Brasília, para lançar o grito de guerra contra seu principal adversário nas eleições municipais de 2012: o PT. Hoje, o PMDB tem 1.165 prefeitos contra cerca de 400 do PT. E quer chegar a 1.300. O evento, com a presença da presidente Dilma Rousseff, será usado para dar uma demonstração de força do partido.
Desfio
Nos últimos nove anos, o governo federal - que tem defendido novas fontes de financiamento para a Saúde - contabilizou um orçamento paralelo de R$ 2,3 bilhões que deveriam curar e prevenir doenças, mas escorreram pelo ralo da corrupção. Agora querem criar um novo imposto para tapar os furos do governo. Não seria melhor fiscalizar o dinheiro para onde vai e se realmente é aplicado?
Recessão
Em evento sobre mercados emergentes, realizado em Nova York, analistas da agência de classificação de risco Fitch pintaram um quadro sombrio para a economia de EUA e Europa. Convidada a fazer a apresentação principal, Anne Milne, diretora de mercados emergentes do Bank of America, disse que as chances de uma recessão em "W" - ou "mergulho duplo"- no mundo desenvolvido são de 40%.


