Pizza “a la Celesc”
O líder do PT na Assembleia, Dirceu Dresch, é dos muitos políticos que não acredita numa investigação profunda na Celesc. O deputado lembrou que anos atrás uma transação prejudicou a Celesc em R$ 40 milhões. Até hoje ninguém sabe, nem viu. Em síntese, Dresch desconfia que pode virar em pizza esta investigação interna.
Crise política
Tudo indica que devido ao vazamento parcial do relatório de auditoria sobre contrato da Celesc com a empresa Monreal, para cobrança de faturas atrasadas, se criou uma crise política dentro do governo do Estado. A questão é financeira, ainda depende de conclusão de inquérito instalado na estatal, mas os reflexos políticos já são registrados dentro da coalizão governista. O governador Raimundo Colombo acompanha os acontecimentos, por envolver a gestão do ex-presidente Eduardo Pinho Moreira, atual vice-governador e presidente estadual do PMDB.
Este inquérito administrativo da Celesc já vem sendo investigado há mais de 50 dias, recomendado pelo Conselho Fiscal. A comissão com cinco membros tem ainda 60 e 90 dias para concluir as investigações. As notificações às empresas e servidores envolvidos começarão agora. O mentor de tudo isto foi o investidor Lirio Parisotto que ao denunciar estes pagamentos os quais taxou como ilegais e imorais, responsabilizou o atual vice-governador Pinho Moreira que na época era presidente da Celesc como o responsável pelos pagamentos. Já Moreira afirma que não tinha conhecimento dos pagamentos, o que Parisotto nega e garante que ele mesmo falou com Moreira sobre o que estava acontecendo. E agora?
Inquérito Celesc II
Uma coisa é certa, Pinho Moreira vai ter muito o que explicar a não comprovação de R$ 51,7 milhões que foram parar na conta da empresa prestadora de serviço Monreal. Mas o que tem despertado os curiosos até mesmo dentro da Celesc é como foi vazar esta informação que era para ser em segredo de justiça. É evidente que é fogo amigo e tem um objetivo claro, inviabilizar a vida política de Pinho Moreira, atingindo o PMDB.
Apagou a Celesc???
Dá para acreditar que simplesmente num passe de mágica os documentos sumiram, despesas pagas com notas de segunda via, demonstrando uma gestão precária, num total descontrole da administração. Ao que parece, querem dizer que a Celesc teve um apagão momentâneo e, como mágica, tudo relacionado aos pagamentos desapareceu. Esta história esta mal contada, nem a vovozinha vai acreditar. Me poupem.
Rabo de foguete
Quem está com um rabo de foguete é o presidente da Celesc, Antônio Gavazzoni, que terá que abrir toda contabilidade da empresa para o Tribunal de Contas do Estado e o Ministério Público que estão investigando. Gavazzoni terá que ter muita serenidade para absorver o que verdadeiramente aconteceu na administração de Pinho Moreira frente à Celesc. Conforme o andamento das investigações, Gavazzoni terá que entregar de bandeja, à justiça, provas contra Moreira, hoje vice-governador com Raimundo Colombo partido de Gavazzoni. Nada é conclusivo, mas o tempo está feio para o lado de Pinho Moreira com trovoadas, ventos fortes e sujeito a muito granizo no PMDB. Resta saber se o telhado é de vidro?
Dá pra entender?
Muito se fala em trazer empresas para Xanxerê, mas quando a administração municipal solicita apoio da Câmara ela não tem. Na última sessão da Câmara o vereador Fabiano Radin (PTB) através de uma indicação solicitou que os vereadores destinassem do orçamento da casa o valor de R$150 mil para que o município possa dar de contrapartida na aquisição de uma área de terra para construção de mais um distrito industrial. Mas a solicitação foi rejeitada pela Câmara. Dá para entender esta posição dos vereadores? Depois não venham com discursos demagógicos falando em desenvolvimento.
Golpe nos xanxerenses
Mais um golpe nos xanxerenses. Quando a tal empresa Italiana “Pezzadaiolli” assinou o termo de intenção de se instalar no município foi a prefeitura que pagou a terraplanagem, um valor aproximado de R$ 500 mil e simplesmente a empresa desistiu de se instalar. Agora a empresa foi para Faxinal dos Guedes e o governo do Estado é quem vai pagar o serviço. Chama a atenção é que o grupo que está representando a empresa italiana aqui no Brasil é de xanxerenses, todos políticos e partidários, ligados ao governo. Não adianta o grupo perdedor da última eleição gritar e falar que quer ajudar o desenvolvimento do município, mas faz de tudo para tirar os investimentos da cidade. Querem fazer politicagem para atingir o prefeito Bortoluzzi, só não vê quem não quer.
Terraplanagem para todos
Então tá, a partir de agora o governo do Estado vai dar terraplanagem para todas as empresas que quiserem se instalar nos municípios do Estado? Sim, porque com o caso da empresa italiana abriu um precedente, ou não? Nada contra o município de Faxinal dos Guedes ter conseguido que o governo do Estado pague a terraplanagem, mas também é justo que outras empresas sejam beneficiadas.
Multas
O deputado Maurício Eskudlark (PSD) é autor de um projeto de lei que propõe parcelamento das multas de trânsito em até 10 vezes, o que já acontece com o IPVA (Imposto de Propriedade de Veículos Automotores). De acordo com o parlamentar, o parcelamento vai favorecer os proprietários de veículos e reduzir a quantidade de veículos apreendidos em pátios de delegacias e postos da Polícia Rodoviária Federal.
Sugestão
O deputado Eskudlark vai sugerir ao governo federal a transferência, no todo ou em parte, da Base Aérea de Florianópolis para a região da Fronteira Oeste, em Dionísio Cerqueira ou São Miguel do Oeste, dada a proximidade com a fronteira da Argentina. “A Aeronáutica e as Forças Armadas, como um todo, podem colaborar com o combate ao contrabando e ao tráfico de drogas aqui em Santa Catarina, a exemplo do que já acontece no Norte do país”, disse Eskudlark. O deputado também defende maiores investimentos para a ampliação e a modernização dos aeroportos da região Oeste.
Sepultamento
O produtor rural Dimas Ribeiro, ex-sogro do governador Raimundo Colombo e pai do ex-deputado e ex-prefeito de Lages, Décio Ribeiro, sofreu um infarto há 15 dias e estava hospitalizado em Florianópolis, onde morreu na madrugada desta quinta-feira (8).A missa de corpo presente está prevista para às 10 horas desta sexta-feira (9) e o sepultamento para às 11 horas, no cemitério Cruz das Almas. Colombo cancelou sua agenda para se unir aos familiares.
Mensalão do DEM
A Justiça Federal determinou que seis empresas envolvidas no esquema de corrupção, nomeada de mensalão do DEM, devolvessem aos cofres públicos R$ 240,8 milhões. Os empreendimentos utilizavam contratos irregulares ligados ao mensalão.



