quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

 Presidente do PT
O vereador licenciado Paulo Boita assumiu novamente a presidência do Partido dos Trabalhadores (PT) de Xanxerê. Boita vai ficar no comando do partido até 2013. Ao que tudo indica, os companheiros apararam as arestas que existiam internamente. O PT já começou a discutir as próximas eleições e o nome de Boita é o indicado para concorrer à chapa majoritária. Sem dúvidas, hoje o vereador Boita é a maior liderança do partido, sem desmerecer os demais. Se o PT sonha chegar à prefeitura, inevitavelmente, passa pelo nome de Boita. Está na hora do PT se unir e se fortalecer, enquanto houver briguinhas internas por caprichos pessoais não vai alcançar os projetos desejados.

Secretário regional
O governador Raimundo Colombo (DEM) deve anunciar hoje os nomes dos 36 novos secretários regionais. Como já falei, em Xanxerê será o PMDB que vai indicar o nome do secretário e o vereador Carlos Colatto é tido como certo para assumir o cargo. É, mas dentro do partido tem uma ala que quer outro nome, o do vereador Gelson Saibo. Esta ala estaria até querendo bater chapa para a escolha do nome do secretario. Isto não agradou os companheiros que afirmam que Saibo foi presidente da Câmara e agora quer ser secretário? “Vamos com calma, gente”, esbravejou o companheiro peemedebista.

Ninho tucano
O clima no ninho tucano de Xanxerê esta tranquilinho, ao que parece. No mês de março deve acontecer a escolha do novo presidente. Bruno Bortoluzzi afirmou que pretende concorrer novamente à presidência. Mas conversas internas dão conta que deve haver um acordo para escolha da nova chapa evitando uma disputa. Se isto acontecer, o PSDB sai fortalecido, caso contrário sairá dividido.

Prefeito
Sempre tem os que duvidam, isto é normal, mas a nota que dei na coluna de quinta-feira(17) afirmando que o deputado Gelson Merisio é um dos nomes fortes para concorrer à prefeitura de Chapecó tem fundamento. Claro que ainda é cedo, mas pessoas próximas a Merisio me confirmaram que ele já afirmou que, se for preciso, seu nome está à disposição para concorrer a prefeito. Uma coisa é certa, o DEM não vai deixar o PT voltar ao comando da prefeitura, tão cedo, e quem estiver melhor nas pesquisas será o nome do partido para concorrer. “Merisio está numa crescente, politicamente, o que o credencia para ser candidato”, afirmou uma liderança do Democratas.

Candidato a deputado
Conversei com algumas lideranças do Democratas da região que afirmaram que o prefeito de Xaxim Gilson Vicenzi (DEM) é um dos nomes que vem sendo sondado para concorrer a deputado estadual nas próximas eleições. Vicenzi não confirma, mas também não diz que não. Amigos próximos ao prefeito garantem que Tinho está pensando, seriamente, nesta hipótese. Cacife, ele tem. Está na hora de surgir novas lideranças na Amai, em nível estadual, afinal nossa região é grande e já mostrou que pode eleger seus representantes. Basta nossos eleitores votarem nos candidatos da região.

Cadê a oposição?
“Corram que as máquinas e obras da prefeitura de Xaxim vem aí”. Esta é a conversa nas rodas, a oposição está tonta de tanto foguete que está sendo largado na cidade, são muitas obras e máquinas sendo entregues. Parece que alguns oposicionistas estão adiantando as férias para não baterem palmas pelo sucesso da administração de Vicenzi. Quer encontrar a oposição só na praia.

Cachimbo da paz
Os dois grupos que dividiram o DEM nos últimos meses fumaram o cachimbo da paz. Agripino Maia será mesmo o novo presidente, enquanto Marco Maciel fica na presidência do Conselho. O ex-senador Jorge Bornhausen permanece como presidente de honra.

Vaia
A deputada federal Luci Choinacki (PT) sentiu na pele as consequências por apoiar o alinhamento governista. Ao se manifestar na Câmara a favor do mínimo estabelecido pelo Planalto, foi vaiada pelos representantes das centrais sindicais. Teve que interromper o discurso diversas vezes.

Votou errado???
O deputado Tiririca foi um dos 106 deputados a votar a favor do salário mínimo de R$ 600, proposto pelo PSDB. Na votação ocorrida dia 16, a emenda foi rejeitada.Tiririca havia dito que votou a favor do governo e sua assessoria negou a possibilidade de traição, afirmando que o deputado se confundiu e que ele desejava ter votado de outra forma. Em síntese, Tiririca queria votar na proposta do governo que era de R$ 545,00. Começou bem o Tiririca.

Negociata
Nos primeiros 11 dias de fevereiro, às vésperas da votação do valor do novo salário mínimo, o governo pagou R$ 653,7 milhões de gastos autorizados ou ampliados, por meio de emendas parlamentares. O ritmo de liberação de verbas públicas nesse período aumentou 441% em relação a janeiro. Na realidade, a pressão do governo para que o mínimo fosse votado no valor de R$ 545,00 virou uma verdadeira negociata entre governo e parlamentares.

Pensão dos governadores
A ministra Carmen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), defendeu a suspensão do pagamento de pensões a ex-governadores. Ao votar a favor de uma ação na qual a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) contesta a concessão do benefício a ex-chefes do Executivo do Pará, a ministra concluiu que o pagamento é inconstitucional. Apesar de o tribunal estar analisando apenas um pedido de liminar, que é uma decisão provisória, ministros deram sinais de que vão adiantar o mérito e, possivelmente, declarar inconstitucional o benefício. A grande imprensa, que vem fazendo comparações entre os governos Lula e Dilma, tem um prato cheio a partir da vitória do Planalto na votação do novo salário mínimo

Novo governo
Se compararmos os governos de Lula e Dilma a diferença ficou clara agora na votação do salário mínimo. Na época de Lula, as votações de projetos polêmicos se arrastavam por semanas, até meses, e o governo aceitava pressões e chantagens para sair vitorioso. Já Dilma marcou seu caminho: quer votar projetos a toque de caixa, se arriscando, inclusive, a perder. Não perdeu, e mesmo sem se envolver pessoalmente nas negociações, impôs seu estilo. No Senado, não será diferente.