Aproximação com o DEM
A cúpula do PP catarinense está cumprindo um roteiro pelo interior do Estado. O objetivo dos deputados e líderes do PP é aproveitar o roteiro para buscar, junto aos diretórios regionais, aprovar a aproximação do PP com o governo de Raimundo Colombo (DEM). Pois é, estranho este silêncio do PMDB que está disfarçado de tucano (gritando e pulando por cargos), mas age como uma coruja, só prestando atenção, mas não fala nada.
Eleição da Assembleia
Tem parlamentares descontentes com as indicações do governador Raimundo Colombo (DEM) que já ameaçaram retirar apoio na eleição à presidência da Assembleia, onde estava tudo certo que o presidente, deputado Gelson Merisio, seria reconduzido. Colombo não pode ceder a tudo o que é solicitado, senão corre o risco de ficar refém de meia dúzia. Por outro lado, Merisio mostrou em seu primeiro mandato que trabalhou aberto a discussões e não privilegiou ninguém em especial, o que o credenciou novamente a receber o apoio dos colegas. Merisio, no comando da Assembleia, com certeza dá maior segurança para o governador Colombo aprovar os projetos do Executivo. E agora, o que fará o governador?
Ajustes no governo
Não está sendo fácil para o governador Raimundo Colombo (DEM) montar sua equipe e manter as rédeas do governo. O PMDB já deixou claro que quer mais espaço e não abre mão de secretarias importantes. Já os tucanos também não gostaram nada da fatia oferecida por Colombo. Pelo visto, este final de semana será crucial para que Colombo consiga aparar todas as arestas e segunda-feira (6) possa anunciar a sua equipe.
Estratégia
O PMDB percebeu que a estratégia do governador eleito Raimundo Colombo (DEM), é só fazer volume, em várias posições, mas sem dar a menor representatividade ou mesmo poder de fogo político. Com isto, de certa forma, mantém o controle do governo e neutraliza o PMDB.
PMDB bateu o pé
Os lideres peemedebistas não gostaram nada dos cargos oferecidos por Colombo. Ignoraram até mesmo o vice-governador Pinho Moreira que está “bem manso” com as reclamações dos partidários. Já tem analista político afirmando que a situação política no PMDB pode estar fugindo ao controle. Não bastasse as bancadas estadual e federal abrir mão de qualquer indicação no governo, agora os prefeitos peemedebistas estão apoiando as bancadas para juntos se mobilizarem e pressionarem o governador Raimundo Colombo por mais espaço no governo. O vice Pinho Moreira também está refém e já chegou a mencionar para Colombo que uma forma de amenizar a crise seria devolver para o PMDB a secretaria da Agricultura, que João Rodrigues (DEM) já aceitou. Caso isto venha a acontecer, vai gerar uma nova briga com o próprio partido do governador, o DEM.
Reacendeu a briga
A secretaria da Agricultura, sob o comando do deputado federal eleito João Rodrigues, reacendeu à briga política entre o PMDB e o DEM de Chapecó, que contava que colocaria um deputado do partido. Mas o que deve estar machucando mesmo os peemedebistas é que Rodrigues acabou abrindo a vaga para o suplente do PMDB, Valdir Colatto assumir no seu lugar. Só lembrando, na ultima eleição Colatto e Rodrigues foram adversários na disputa eleitoral no município, o que gerou uma animosidade ente ambos e com peemedebistas.
Time completo
Os parlamentares do PMDB, já viram que Colombo escalou um time completo do DEM para entrar em campo, com 11 titulares, incluída aí a cota pessoal: Ubiratan Rezende (Fazenda); Nelson Serpa (Procuradoria-geral do Estado); César Grubba (Segurança Pública); Paulo Bornhausen (Desenvolvimento Econômico); César Souza Júnior (Cultura, Esporte e Turismo); João Rodrigues (Agricultura); Antonio Ceron (Casa Civil); Geraldo Althoff (Defesa Civil); Ênio Branco (Saneamento e Habitação); Antônio Gavazzoni (Celesc) e Nelson Santiago (Badesc, SC Parcerias ou SC Gás). Em síntese, o PMDB é reserva neste jogo, como de certa forma foi o DEM na última administração de LHS. Então, o jeito é espernear.
Blocão do PT
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Nota divulgada em Brasília, na última sexta-feira (3), confirmou a indicação de Antônio Palocci para a Casa Civil, Gilberto Carvalho para a Secretaria Geral da Presidência e José Eduardo Cardozo para a Justiça. O timão do Lula voltando a ocupar cargos no governo. Palocci de novo é dose pra leão. No fundo, eu já sabia.
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O presidente Lula afirmou que reformas necessárias ao país, como a política e a tributária, não caminharam devido a um “inimigo oculto” e por má vontade do Congresso Nacional. Ele afirmou que durante seus oito anos na presidência mandou duas propostas de reformas ao Congresso. Fala sério, presidente, faltou muito mais boa vontade da presidência, pois quando quis aprovar algo importante sempre conseguiu com os famosos favores (mala preta).

