segunda-feira, 7 de junho de 2010

Momento histórico
Ontem, Xanxerê viveu um momento histórico que vinha sendo esperada há mais de 20 anos, a assinatura da autorização da duplicação da BR 282. O prefeito Bruno Bortoluzzi (PSDB), fez vários agradecimentos, a exemplo do deputado federal Nelson Goetten que sempre apoiou seus pedidos junto ao governo federal. Mas em especial a duas pessoas, que estiveram em seu gabinete, senadora Ideli Salvatti e o deputado federal Claudio Vignatti quando na oportunidade disse: “Sou do PSDB, vocês do PT, mas tratem Xanxerê com carinho. Eu represento um povo, não um partido. E a resposta esta aí”.

Reconhecimento
“Não posso, de forma alguma, esconder que o governo federal do presidente Lula ajudou muito o município de Xanxerê. Não posso negar também que tenho um apoio monstruoso e forte do governo do Estado. Mas uma coisa eu assumi: Não vou esconder quem ajudou o nosso município”, disse Bortoluzzi.

Relocação
Questionado sobre possíveis atrasos na relocação das famílias que moram à margem da BR 282, o prefeito Bruno Bortoluzzi (PSDB) foi enfático: “Relocaremos, em tempo recorde, pois já temos um plano pronto e nos próximos dias abriremos uma licitação de casas contêineres, para que possamos em poucos dias abrigar estas famílias e possamos colaborar para que esta obra inicie o mais rápido possível”, garantiu o prefeito.

Esta obra tem pai, sim...
O presidente da Câmara de Vereadores, vereador Gelson Saibo (PMDB) cometeu uma gafe em seu discurso, quando quis afirmar que a obra da duplicação da BR 282 não tinha “pai da criança”, mas era sim de todos que lutaram por ela. Só que Saibo esqueceu que tinha vários representantes do governo Lula, inclusive o Ministro dos Transportes Paulo Sergio Passos, além é claro de lideranças petistas que discordaram na hora. O deputado Pedro Uczai (PT) largou o verbo: “Quero festejar com todos que se engajaram para que esta obra acontecesse, mas quero dizer para quem me antecedeu (Gelson Saibo) que esta obra tem pai, sim. Esta obra tem decisão política, esta obra só está saindo, porque tem um operário que virou presidente deste país e está investindo em obras de infra-estrutura. Tem pai, tem mãe e um governo comprometido”, esbravejou Uczai.

Torresmo ou sonho?
Por esta a senadora Ideli Salvatti (PT) não esperava. Quando fez seu discurso, ela lembrou que a primeira vez que esteve em Xanxerê, para tratar da duplicação, foi recepcionada com torresminhos, mas desta vez não tinha nada. Não demorou muito e Salvatti recebeu uma bandeja com sonhos, o que arrancou um grande sorriso da senadora que agradeceu ao prefeito Bruno Bortoluzzi (PSDB) pela gentileza.

Nervos de aço
Durante a assinatura da duplicação da BR 282, ontem, em Xanxerê, a senadora e pré-candidata ao governo do Estado, Ideli Salvatti (PT), sentou calmamente em uma floreira e disse: “Meu nervo ciático está me matando”. É, vida de político em alguns momentos realmente é sofrida. Mas vale ressaltar que daqueles políticos que realmente exercem a sua função na plenitude, como faz a senadora. Salvatti completou: “Tem horas que é preciso ter nervos de aço”.

Anfitrião
O pré-candidato a deputado estadual, vereador Paulo Boita (PT) foi quem roubou a cena, ontem, na assinatura da autorização para duplicação da BR 282. Nem mesmo o ministro Paulo Sérgio Passos conseguiu apagar o brilho de Boita que foi o anfitrião e grande organizador do encontro no Centro Comunitário da Matriz. Boita foi paparicado pela senadora Ideli Salvatti e seu padrinho, com quem fará dobradinha, Cláudio Vignatti.

Lideranças
Varias lideranças estiveram em Xanxerê para a assinatura da autorização da duplicação da BR 282, como os deputado federais Valdir Colatto (PMDB), Celso Maldaner (PMDB), Nelson Goetten (PR), deputado federal Gervásio Silva (PSDB), senador Neuto de Conto (PMDB), os vereadores de Chapecó Luciane Carminatti (PT) e Marcelino Chiarello (PT), e os prefeitos de São Domingos Alcimar de Oliveira (Kiko) e de Abelardo Luz, Dilmar Fantinelli. Em tempos de eleição vale tudo, até esquecer as velhas rusgas partidárias.

Salve o Dário
A situação do prefeito de Florianópolis, Dário Berger (PMDB) é critica. Berger deve ser julgado pelo Tribunal Superior Eleitoral ainda esta semana como prefeito itinerante (quatro mandatos consecutivos) e tem poucas chances de não ser cassado. Diante disto, foi criada uma frente “Salve o Dário”. Lideranças nacionais do PMDB e do PT de Santa Catarina foram acionadas para retardar o julgamento do prefeito, entre elas o deputado federal Michel Temer (PMDB-SP) e a senadora Ideli Salvatti (PT) estão à frente da ofensiva para tirar o processo da pauta do TSE. Tudo para ter o apoio do PMDB no Estado para a presidenciável Dilma Rousseff.

Na espera
O governador Leonel Pavan (PSDB) esteve na festa do Pinhão, em Lages, no último final de semana e voltou a afirmar que “não pretende atropelar” o processo sucessório na Tríplice Aliança e que aguarda uma definição entre os pré-candidatos Eduardo Moreira (PMDB) e Raimundo Colombo (DEM), mas Pavan fez questão de comentar que a receptividade para sua candidatura ao governo nas ruas, camadas populares e dos jovens é grande. A ex-secretária da Saúde, Carmen Zanotto foi lembrada como vice de Pavan numa eventual composição PSDB-PPS.

Boa de discurso
Quem conhece Ângela Amin (PP), pré-candidata ao governo do Estado, sabe que ela sempre teve um discurso seco, sem muita empolgação, alem é claro do seu humor, um pouco picante. Mas a nova Ângela desta eleição tem surpreendido muita gente. Conforme analistas políticos os caciques do partido tem ficado impressionados com o crescente desembaraço político de Ângela, que está agregando à reputação de boa administradora, um carisma de líder que ninguém suspeitava que tivesse. Será que ela calçou mesmo a sandália da humildade?

Cinco candidatos
Olha, dentro do cenário político que se apresenta até o momento no Estado, não tenho dúvidas em afirmar que deveremos ter cinco candidaturas neste primeiro turno. Os partidos avançaram muito, defendendo seus candidatos ao governo: Ângela Amin (PP), Ideli Salvatti (PT), Raimundo Colombo (DEM), Eduardo Moreira (PMDB) e Leonel Pavan (PSDB).