O deputado estadual Gelson Merisio (DEM) assume hoje a presidência da Assembleia Legislativa no lugar do presidente Jorginho Mello (PSDB), que deixa o cargo para assumir o governo do Estado. Serão apenas 17 dias, mas sem dúvidas Merisio poderá deixar sua marca na presidência, além de ser uma grande honra para qualquer deputado estar frente à presidência do legislativo catarinense, ainda mais sendo um xanxerense.
Maturidade
O deputado e presidente da Assembleia Legislativa, Gelson Merísio falou sobe o momento especial que o município está vivendo e a maturidade política de nossas lideranças. “Hoje, Xanxerê está se transformando num canteiro de obras que irão melhorar a vida das pessoas, isto é que importa. O resto, a questão partidária tem que ser tratada no período eleitoral. Temos que trabalhar com humildade sem personalismo e com resultados e é o que está acontecendo”, disse.
O encontro dos lideres da Tríplice foi marcado por manifestações de comprometimento por parte do PMDB, PSDB e DEM, em torno do projeto de manutenção da aliança nas eleições de 2010. Para LHS, trata-se de uma equação fácil de resolver, já que juntos os partidos terão quatro vagas no pleito majoritário. Agora, resta saber quem será o candidato a governador pela Tríplice. Renúncia
LHS negou que a renúncia em favor de Leonel Pavan também fizesse parte dos acordos entre os partidos. Segundo o governador, o gesto representa a confiança dele no vice, além de garantir agenda livre para articulações. Claro que não fazia parte, o acordo foi entre LHS e Pavan, isto sim. E, agora, o governador está cumprindo com sua palavra.
Renúncia de LHS
O governador Luiz Henrique aproveitou a reunião da Tríplice Aliança na última terça-feira (6) para informar que vai deixar o governo em 5 de janeiro, quando passa o cargo para Leonel Pavan (PSDB). LHS não pretende mais voltar ao governo. A idéia dele é tirar férias, que serão seguidas de licença, para renunciar em 3 de abril de 2010. A partir de agora, os encontros da tríplice serão mensais, tanto para a análise dos cenários quanto para a sintonia.
Amigos
Na reunião da Tríplice Aliança, o presidente do PMDB, Eduardo Moreira, fez um relato sobre a conversa que manteve com a senadora Ideli Salvatti (PT) na semana passada. Mas o ponto alto foi mesmo a cordialidade entre as lideranças.Todos manifestaram o firme propósito de repetir a coligação do último pleito. Reconheceram que os números apresentados pelo Instituto Mapa, no fim de semana, demonstram que a quebra da unidade poderia comprometer o projeto de poder, na expectativa de prolongá-lo por mais quatro anos.
Pesquisa
Os líderes da Tríplice reconheceram que o critério para escolha do candidato ao governo será as pesquisas, mas acharam melhor não estabelecer prazos, deixando essa questão pontual mais para o fim do ano. Luiz Henrique falou que após deixar o governo vai mergulhar de cabeça nas articulações do PMDB, seu partido: “Vou fazer força para que o candidato ao governo seja do PMDB, mas teremos que respaldar o que apresentar melhores perspectivas eleitorais na tríplice aliança”.
Os tucanos Jorginho Mello e o presidente estadual do PSDB, Leonel Pavan, estão em festa e feliz da vida. É que Mello assume o governo nesta sexta-feira, às 15 horas, em Herval do Oeste. Em princípio, Mello tinha marcado para assumir em Treze Tílias, mas optou pela sua terra natal. "Para mim é honroso ser governador do Estado. É um prestígio para o Parlamento e a Região Oeste," declarou. Seu primeiro ato como governador interino será abrir oficialmente a Efapi, em Chapecó.Mosca azul
O progressista e pré-candidato ao governo em 2010, Hugo Mathias Biehl, não deve ter gostado nada dos números da última pesquisa, nem da insistência da deputada federal Ângela Amin em concorrer ao governo do Estado. Biehl largou esta: "Não foi o Hugo Biehl mordido por uma mosquinha. Fui estimulado para concorrer ao governo do Estado pelo PP, por lideranças que se manifestaram em todas as regiões favoráveis à renovação", alfinetou.
Aprovado
O chapecoense Dilson Oliveira Luiz é o novo diretor comercial da Celesc Geração. Dilson foi indicado pelos funcionários e teve o nome homologado pelo colegiado. Na realidade, Dilson se enquadro no perfil defendido pelo principal investidor da Celesc, Lirio Parisotto, que colocou claramente sua posição em relação à administração da Celesc. Quer uma gestão profissional, condena a indicação de políticos aposentados e sem experiência para cargos de direção e deseja uma administração compartilhada entre o governo e a iniciativa privada.
Rejeitado
Já o ex-prefeito de Imbituba, Osny de Souza Filho, teve seu nome rejeitado pelo Conselho de Administração para o cargo de diretor técnico da Celesc Geração. E olha que o prefeito estava na ante sala da reunião de terno esperando para tomar posse, quando foi avisado que seu nome tinha sido rejeitado pelo conselho. Que ferro!
Depoimento
O investidor Lirio Parisotto anunciou durante depoimento, ontem, no plenarinho da Assembléia Legislativa que está sendo concluído um levantamento na Celesc sobre centenas de contratos realizados sem licitação. As concorrências teriam sido evitadas a partir de uma manobra legal. Os dirigentes deixaram o prazo correr para, na última hora, abrir a dispensa de licitação. Isto ainda vai dar muito pano para a manga e vai respingar no PMDB.
Tudo indica que se o deputado Ciro Gomes (PSB) for candidato à presidência da República, formará com Dilma Rousseff (PT) a velha dupla dos filmes policiais. O mau meganha azucrinará o tucano José Serra, enquanto a boa candidata, Dilminha, percorrerá o país com o seu guia, Lulinha paz e amor, falando do Brasil de um novo tempo. É um ardil velho, mas legítimo, desde que Ciro Gomes respeite a nossa inteligência.O Grupo da Dilma
O PT criou o grupo que dará as diretrizes gerais do programa de governo da campanha de Dilma. Esta comissão será responsável por definir a plataforma política da candidata, organizar o diálogo com os movimentos sociais e os partidos aliados. Composto por Berzoini, Gilberto Carvalho, Antonio Palocci e Elói Pietá, será coordenado por Marco Aurélio Garcia. Só a fina flor.
Na cueca?
Lembram daquele episódio quando agentes da Polícia Federal de São Paulo detiveram no aeroporto de Congonhas o assessor parlamentar José Adalberto Vieira da Silva, com R$ 200 mil em uma valise e US$ 100 mil presos ao corpo, na cueca? Pois é, qualquer semelhança é mera coincidência. A Polícia Federal encerrou as investigações sobre o vazamento da prova do Enem. Descobriu que não foi um crime de motivação política, mas tão somente um crime de oportunidade – o segurança Felipe Pradella, contratado pelo consórcio para fazer a conferência e a embalagem das provas, percebeu o quanto seria fácil levar uma cópia, então convenceu seus amigos a retirarem um dos cadernos enrolado em um casaco e outro escondido na cueca. Isto mesmo, na cueca! Está virando moda!
Aconteceu o que todos já sabiam. Ontem, o presidente licenciado do PMDB e presidente da Câmara, deputado Michel Temer (SP), confirmou que setores do partido aprovaram a aliança com o PT. O PMDB e o PT deverão formalizar uma aliança política visando às eleições presidenciais de 2010, na qual o PT indicaria o candidato à Presidência da República e o PMDB, o candidato a vice. Segundo Temer, há acordo para que a vice-presidência seja do PMDB. No entanto, o nome para disputar o cargo só deverá ser definido no ano que vem. Temer informou que daqui duas semanas a cúpula do PMDB e a do PT vão se reunir com o presidente Lula para buscar a formalização da aliança.
Enquanto isso em Copenhague...