Briga de titãs...
É, pelo visto Pinho Moreira só tem falado asneira, desde que desistiu da sua candidatura ao governo do Estado e deixou o partido a ver navios e sem timoneiro. Recentemente, Moreira deu uma entrevista para se redimir da burrada que fez sem consultar o partido. Disse que um dos motivos para a desistência de disputar o governo foi quanto à possibilidade real da demissão de 600 peemedebistas da administração estadual, caso optasse pela chapa pura. A declaração deixou o governador Pavan enfurecido, que não perdoou Moreira: “Em primeiro lugar não são 600, mas mais de 1.300, e o único que seria demitido, caso estivesse ocupando um cargo, seria Moreira”.
Tem que apoiar Serra
Na reunião estadual do PMDB, realizada na última quinta-feira (17), foi cogitada a proposta de liberar o partido no Estado na votação para presidente da República. O objetivo era acalmar os ânimos. A decisão ficou para a convenção, dia 26 de junho. O governador Leonel Pavan ficou sabendo e mandou um recado imediatamente a Moreira: “Se o PMDB não assumir pública e oficialmente a candidatura de Serra, não tem tríplice.”
PSDB quer candidato
Corre nos bastidores tucanos que o PSDB vai defender, veementemente, que o partido lance candidato ao governo do Estado, tendo Leonel Pavan como candidato. Ao que parece, os tucanos não aceitaram a forma silenciosa e sorrateira que Pinho Moreira os descartou. As feridas foram grandes. Ouso dizer que os tucanos irão optar por lançar candidato ao governo do Estado.
Apoiar por apoiar
Na análise de lideranças tucanas, o PSDB vai apenas apoiar a chapa composta por DEM e PMDB, com poucas vantagens, ou quase nenhuma, a não ser a vaga para o Senado. Então, mais vale o partido sair com candidato ao governo, buscar eleger o maior número de deputados e negociar no segundo turno. Caso feche a Tríplice Aliança, o número de candidatos a deputados de todos os partidos - PSDB, DEM e PMDB - terá que ser reduzido e muitos que hoje são pré-candidatos, com certeza terão suas pré-candidaturas abandonadas. Agora a coligação será entre DEM e PMDB que terão maior número de vagas.
Encontro tucano
Na próxima segunda-feira (21), lideranças tucanas, membros da executiva, deputados e prefeitos deverão ser convocados para uma reunião com o cacique tucano, o governador Leonel Pavan, para discutir que rumo que o partido vai tomar. Conversando com alguns prefeitos e deputados ficou evidenciada a preocupação sobre qual será a real participação os tucanos na Tríplice. Mas, acima de tudo, os prefeitos irão buscar garantias junto aos caciques do DEM para as próximas eleições, que acontecem daqui a dois anos e meio. Os prefeitos contam com total apoio dos deputados.
Tucanos tranqüilos
Após uma reunião com o presidente nacional Sergio Guerra, em Brasília, na última sexta-feira (18), o presidente estadual em exercício do PSDB, Beto Martins afirmou a Leonel Pavan que não existem chances de uma intervenção do diretório nacional na decisão estadual, mas reforçou que o PSDB tem de buscar fazer o que for melhor para o projeto do candidato a presidente José Serra (PSDB), no Estado.
O motivo
Nota da executiva nacional do PMDB, a nota da executiva nacional do PMDB tem como título "Intervenção em Santa Catarina": "Após várias articulações com a direção nacional do PMDB, o então pré-candidato ao governo Eduardo Moreira insistiu em se reunir com o presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra, e a candidata do PT a presidente, Dilma Roussef, com quem tinha compromisso eleitoral de apoio em Santa Catarina. O compromisso assumido gerou atitudes do PT em estados onde havia empecilhos à coligação. Diante de fatos de tal envergadura, a executiva nacional se vê obrigada a assegurar que compromissos assumidos sejam integralmente cumpridos".
Cabeça baixa
Eduardo Pinho Moreira vai aterrissar em Brasília na terça-feira (22), de cabeça baixa para apresentar suas razões e tentar reverter a intervenção. Um porta-voz da direção nacional do PMDB já avisou que, se não houver "fatos novos", a comissão de intervenção será nomeada em seguida. O fato novo esperado pode ser a renúncia de Eduardo do comando do partido.
Sétimo dia...
A executiva nacional não digeriu bem a repentina desistência de Pinho Moreira de sua candidatura ao governo do Estado, nem a coligação com o DEM, e deu um prazo de sete dias para o PMDB catarinense convencer os caciques nacionais de que não há risco do PMDB subir no palanque democrata. Mas a ameaça de intervenção continua e pode acontecer na próxima terça-feira (22). A informação da possível intervenção veio via fax, os integrantes do diretório estadual ficaram pasmos sem saber o que falar.
Prazo
Conforme o vice-presidente nacional do PMDB, senador Valdir Raupp (RO), apenas foi aberto o rito interno para intervir no comando estadual, apesar de ter sido concedido prazo até o dia 25 para os peemedebistas catarinenses esclarecerem o episódio da desistência de Moreira em concorrer ao governo do Estado e se coligar com o DEM. Mas tudo poderá ser solucionado na terça-feira, em novo encontro da executiva nacional.
Traído
O presidente nacional do partido e candidato a vice na chapa de Dilma Rousseff, Michel Temer (SP), se sente traído por Pinho Moreira, por ter agendado um encontro do catarinense com Dilma há duas semanas. Na ocasião, Pinho Moreira garantiu à petista que não se aliaria à oposição no Estado. Mas a desistência repentina de Moreira deixou Temer em maus lençóis com Rousseff, pois o PT abriu mão da candidatura do governo em Minas Gerais, em favor do PMDB, e interveio no diretório do Maranhão.
Chantagem de Temer
Conforme o presidente nacional do DEM, Rodrigo Maia “há um mês o Michel (Temer) tinha feito um acordo comigo em cima de uma chantagem. Ele ameaçou dizendo que se eu interviesse no Maranhão para retirar o apoio a Roseana (Sarney), ele iria intervir em Santa Catarina. Estou muito surpreso, porque ele e seu grupo não cumpriram a palavra dada”. Maia já convocou para quarta-feira, em Brasília, reunião da cúpula liberal. Ao apresentar sua defesa, a executiva do PMDB vai salientar que o Estado já era “moeda de troca” do comando nacional, muito antes de Eduardo Moreira renunciar à condição de pré-candidato ao governo.
Não tem currículo
Quem é Michel Temer para intervir no diretório estadual de Santa Catarina? Como diz um amigo “não tem currículo”. Tudo bem, é o presidente nacional do PMDB, à base do cabresto e negociatas escusas que dão até medo de falar. Sem dizer que Temer não tem moral alguma para exigir uma intervenção. Mas, ao que parece, o PMDB catarinense mais uma vez esta sendo desrespeitado pela cúpula nacional, que até hoje prefere ficar nas sobras do poder para benefícios de alguns, desencorajando verdadeiros peemedebistas que há anos sonham com candidato à presidência.
Velório do partido
O deputado Edson Andrino resumiu a reunião da executiva do PMDB afirmando que foi "a choradeira do velório do partido." Evidenciou sua revolta destacando que é difícil de aceitar o quadro atual, depois que o PMDB entregou o governo, a presidência da Assembléia e agora uma candidatura consolidada. "Não dá para concordar que foi a melhor solução", expôs o parlamentar.
Anular a Tríplice ou intervenção ???
No texto da nova Lei eleitoral 12.034/2009, sobre a verticalização das decisões partidárias, foi alterado o texto da Lei 9.504/1997 (lei das eleições), cujo art. 7 diz: “Se a convenção partidária de nível inferior se opuser, na deliberação sobre coligações, às diretrizes legitimamente estabelecidas pelo órgão de direção nacional, nos termos do respectivo estatuto, poderá esse órgão anular a deliberação e os atos dela decorrentes”. Resta saber se há diretriz da Convenção Nacional do PMDB rigorosa sobre alianças nos Estados? Se houver, vale para São Paulo, Pernambuco e Mato Grosso do Sul, onde o PMDB também não apóia Dilma Rousseff? Existindo a diretriz, o Diretório Nacional invocará a nova lei ou poderá optar pela intervenção.
Esperançoso e confiante
O presidente estadual do PT, José Fritsch, diz que o partido também está confiante e que não há qualquer possibilidade de Ideli Salvatti desistir da candidatura. Fritsch acredita que, como a tríplice aliança ainda não foi fechada e deve se complicar se acontecer o processo de interdição do PMDB nacional, há chance de Ideli receber apoio oficial do PMDB catarinense.
Ficha limpa
O Tribunal Superior Eleitoral decidiu na última quinta-feira (17) que a Lei da Ficha Limpa torna inelegíveis também os políticos condenados antes do dia 7 de junho, data em que a nova norma foi sancionada pelo presidente Lula. A lei, válida já para as eleições deste ano, determina que políticos condenados pela Justiça em decisão colegiada em processos ainda não concluídos não poderão ser candidatos no pleito de outubro. O entendimento deverá agora ser adotado pelos Tribunais Regionais Eleitorais de todo o país, segundo o TSE.
Ficha limpa II
E agora, com a votação da nova Lei da Ficha Limpa os pré-candidatos que estão com processo em andamento ou já foram processados não poderão concorrer nesta eleição. Com certeza pegou muitos candidatos com a boca na botija, pois o comentário era de que a lei não fosse valer para estas eleições. Muitos partidos terão que rever suas candidaturas e até lançar novos candidatos. A região Oeste vai perder alguns candidatos, assim como a região Norte.
Cheio de verdinha
O Ministério Público Federal no Distrito Federal denunciou o ex-diretor do Ibama Flávio Montiel da Rocha que foi indicado ao cargo pela então ministra do Meio Ambiente Marina Silva, em 2003. Rocha foi acusado por suposta fraude de R$ 42 milhões num convênio com a ONU, além de ter usado o dinheiro do PNUD para comprar bens e contratar pessoal. A Controladoria-Geral da União apurou compras superfaturadas, notas frias, descontrole de diárias e por aí vai. Deixou Marina em maus lençóis.
Inelegibilidade
“A causa de inelegibilidade incide sobre a situação do candidato no momento do registro (até 5 de julho). Não se trata de perda de direito político, de punição. Inelegibilidade não constitui pena. A condenação é que por si só acarreta a inelegibilidade.”
Ministro Cláudio Versiani, relator no TSE da consulta sobre o projeto Ficha Limpa
Mal estar
É grande o mal-estar no comitê da campanha de Dilma Rousseff. Depois do depoimento do policial aposentado Onézimo Sousa, seus integrantes ficaram com a certeza de que sofrerão um processo de investigação interna. Não é novidade! No primeiro mandato do presidente Lula, a Casa Civil comandou uma investigação contra assessores do governo que serviam na secretaria-Geral da Presidência e no Ministério de Articulação Política.