Projeto pessoal
O presidente do PMDB, Eduardo Pinho Moreira vem agora com a desculpa de que abriu mão de ser candidato ao governo, porque se sentiu isolado. Mas como isolado? Se tinha o apoio de quase toda a bancada federal e estadual, prefeitos e lideranças do partido para ser candidato. Algo muito estranho aconteceu no reino encantado. Moreira foi a Brasília no lançamento da candidatura de Michel Temer como vice de Dilma Rousseff e não recebeu nenhuma garantia que teria apoio do PT. Esta é a realidade. Aí, aconselhado pelos dois grandes articuladores no Estado - Jorge Bornhausen (DEM) e Luiz Henrique (PMDB) - simplesmente mandou o partido às favas e pensou em seu projeto pessoal. Moreira que não venha culpar ninguém, a decisão foi exclusivamente dele. Mas que ele vai pagar um preço alto dentro do PMDB, isto vai. Verdadeiro desastre
Um dos principais defensores da candidatura do PMDB ao governo do Estado, o deputado federal Valdir Colatto convocou a bancada do PMDB para uma reunião destinada exclusivamente a tratar da renúncia de Eduardo Moreira. Colatto está revoltado e afirmou que a decisão “foi impensada”, um “verdadeiro desastre”.
Torre de babel
Conversei com várias lideranças peemedebistas da região da Amai e a resposta é a mesma: “Nós não votamos no candidato do DEM”. É, pelo visto Pinho Moreira atou mal o cavalo quando fechou uma aliança com os democratas, sem consultar o partido, principalmente sem falar com as bases. O jeito é esperar e ver no que vai dar. Hoje, o PMDB retrata bem a “Torre de Babel” em que vive, um peemedebista pede areia e o outro traz pedra.
Revoltados
Já começaram as manifestações de peemedebistas revoltados com a decisão unilateral do presidente Pinho Moreira em abandonar sua candidatura ao governo do Estado. Logo após saberem da decisão de Moreira, João Matos e o deputado Edison Andrino já admitiam submeter seus nomes à convenção do final do mês, para concorrerem ao governo. Sem falar em Paulo Afonso, que contava com sua candidatura ao Senado. Não vai ser fácil unir o PMDB em torno desta aliança, bem como os tucanos que se sentiram traídos.
Filhos do PMDB
É a primeira vez que o PMDB catarinense não vai ter candidato a governo do Estado. Mas o que deve doer mais nos peemedebistas é não poder ver estampado o 15. Sem dúvidas foi um duro golpe para os filiados que saíram de uma prévia onde defenestraram um “filho adotado” do PMDB - como foi taxado Dário Berger - e foram traídos logo pelo “filho legítimo”, Pinho Moreira. São coisas da política! Será que o partido vai deixar Moreira no comando do PMDB?
Convenção do PSDB
O PSDB passou a convenção do partido para 30 de junho. Os tucanos criaram uma comissão para conversar com o candidato do DEM, Raimundo Colombo, sobre como seria sua participação em uma possível reedição da tríplice aliança na corrida pelo governo de Santa Catarina. Caso não concorde com a tríplice, o PSDB deve ter como candidato o governador Leonel Pavan.
Candidatura tucana
O PSDB estava pronto para esta semana lançar Leonel Pavan à reeleição. Mas foi pego de surpresa com o comunicado da desistência de Pinho Moreira em concorrer ao governo do Estado fechando uma aliança de vice do DEM.
Pesquisa
Até o dia 30 de junho muita coisa pode acontecer. O acerto entre os partidos da Tríplice Aliança (PSDB, DEM e PMDB) era de que quem estivesse melhor nas pesquisas seria o candidato ao governo. Os tucanos tem tempo para realizar uma pesquisa e ver quem está melhor. Só que a forma como foi anunciada a aliança entre PMDB e DEM foi traumática dentro da Tríplice. Não vai ser nada fácil aparar estas arestas.
Reunião
Os caciques tucanos estiveram em reunião por quase cinco horas. O PSDB decidiu constituir uma comissão especial para conversar com o senador Raimundo Colombo, do DEM, e decidir sobre participação na tríplice aliança. A comissão será liderada pelo presidente Beto Martins e integrada por Dalirio Beber, Clésio Salvaro e Saulo Speroto. O prazo para uma definição terminará no próximo fim de semana. Os tucanos querem saber qual o espaço que terão na chapa majoritária.
Comissão
A comissão especial do PSDB, liderada pelo presidente Beto Martins, terá a primeira conversa com o senador Raimundo Colombo nesta quarta-feira. Colombo reúne-se no mesmo dia com as bancadas do PMDB, PSDB e DEM, já tratando da candidatura ao governo.
Apoio
O DEM foi candidato ao Senado com grande apoio onde enfrentou nomes de pouca abrangência, venceu muito bem com apoio de PSDB, PMDB e outros paridos.
Parceria
O PSDB não retirou o PMDB e nem o DEM do governo estadual. Eles falaram que iriam sair e não saíram do governo. O PSDB não tirou pela parceria que haviam formado em 2006.
Convite
Pavan convidou Pinho Moreira para ser vice, o mesmo aceitou e depois de um dia solta na imprensa que era piada e palhaçada.
PP em busca de aliança
O PP anunciou que hoje deve se reunir com o presidente do PDT, Manoel Dias, visando tratar da proposta de aliança ente os dois partidos. Já na quinta-feira, conforme o presidente estadual Joares Ponticelli, acontecerá uma reunião com os lideres petistas também em busca de aliança. Mas aquela velha pergunta: O PP está disposto a abrir mão da cabeça de chapa ou apenas quer mais um aliado? Quero crer que o PT não irá abrir mão da cabeça de chapa, pois Dilma Rousseff precisa de palanque. Mas como em política não existe ponto final, isto o peemedebista Pinho Moreira já mostrou, tudo pode acontecer.
Aliança entre DEM e PMDB é molecagem
Para o presidente nacional do PMDB, Michel Temer (vice de Dilma Rousseff), o acordo fechado entre PMDB e DEM em Santa Catarina é "molecagem”. Temer prometeu não deixar o assunto morrer assim e já articula a convocação da Executiva para intervir em Santa Catarina no diretório regional. Ele reconhece que será difícil, já que o PMDB também não está com Dilma em São Paulo, Pernambuco e Mato Grosso do Sul, mas afirma que este é um "caso extremo" e que "não há outra solução, senão o PMDB ficará desmoralizado". “É grave. Estou estarrecido. Ficou mal para mim”, afirmou Temer

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