quarta-feira, 17 de agosto de 2011

 Em Brasília
Conversei, ontem, com o prefeito em exercício Leandro Junior Vigo (PTB) sobre como estavam os contatos com os ministérios. Vigo afirmou que foi empenhado o valor de R$ 200 mil, através de uma emenda do deputado Jean Loureiro para construção do Portal da Femi. No ministério da Integração Nacional foi protocolado o valor de R$ 500 mil para os atingidos pela última chuva de granizo, além de vários contatos em outros ministérios. Na volta da viagem, Vigo fará um relatório mais detalhado para apresentar para a sociedade xanxerense.

Na SDR
Já corria nos bastidores, esta semana, que a ex-coordenadora do Procon, Ana Cecília Sirino, que pediu exoneração do cargo a semana passada, estaria sendo cotada para a gerência Regional de Turismo, Cultura e Esporte da SDR Xanxerê, no lugar da ex-prefeita de Bom Jesus, Clarice Schneider. Como foi uma indicação do DEM (PSD), fica evidente que a ala descontente do PP com a administração deve migrar seu apoio para a ala oposicionista do governo de Bortoluzzi. Diante dos fatos, muita coisa começa a fazer sentido, até mesmo a repentina solicitação de exoneração de Ana Cecília do Procon.

Briga de titãs
O DEM (PSD) de Xanxerê que perdeu as últimas eleições vem desenvolvendo um trabalho formiguinha para minar e cooptar apoios para suas fileiras, visando às próximas eleições, isto está evidente e claro como cristal. O partido se prepara para as próximas eleições e agora ao que parece conta com parte do PP nas suas fileiras. Esta eleição novamente vai ser briga de titãs.

Juntos nas fileiras
O que parecia impossível imaginar, aconteceu em nível estadual. O PP e o PMDB, dois arquiinimigos, próximos no governo do Estado, graças a uma estratégia inteligente do governador Raimundo Colombo e do deputado federal Esperidião Amin (PP). O PMDB, que tem o vice Pinho Moreira, no governo estadual, fez vistas grossas, como se nada tivesse acontecido. Já nos bastidores, lideranças peemedebistas não querem nem falar sobre este assunto. O resultado desta estratégia já vem acontecendo na região, um exemplo é no município de Xanxerê onde poderemos ter uma chapa com PSD e PMDB, com apoio de parte ou total do PP.

Eleição
Em Xaxim, o clima de eleição também já tomou conta das rodas de conversas. Em recente afirmação para amigos, o ex-prefeito Cezar Fonini falou categoricamente: “Não importa o partido que Ivanor Momolli (Pekka) vá, o partido quer ele de vice em uma chapa na majoritária”. Pekka hoje está sem partido, mas vem sendo assediado pelo PT. Já o PSDB conta como certa a ida de Pekka para as fileiras tucanas, já que ele foi um dos fundadores do partido no município. Esta definição tem os dias contados. Até 30 de setembro, Pekka terá que definir qual o partido que irá.

Quatro candidaturas???
Diante das conversas expostas em Xaxim por líderes partidários, tudo leva a crer que Xaxim poderá ter quatro candidatos a prefeito nas próximas eleições: O PSD buscando a reeleição de Gilson Vicenzi; o PMDB com Cezar Fonini ou outro peemedebista; o PP - pelo menos uma ala aposta no ex-prefeito Lírio Dagort; e o PT que também quer cabeça de chapa. Mas são apenas conjecturas, no meio do caminho muita coisa ainda pode acontecer.

Merenda escolar
Uma audiência pública realizada, ontem, na Assembleia promovida pela Comissão de Educação, Cultura e Desporto debateu a questão já defendida pelo governo do Estado de suspender a terceirização da merenda escolar. Conforme a vice-presidente da comissão, deputada Luciane Carminatti (PT), o fim da privatização do serviço acarretará muito benefícios para o Estado. “Vamos incentivar o consumo dos produtos da agricultura familiar, fortalecer a economia, em especial dos agricultores, além de oferecer aos estudantes uma alimentação saudável”, disse. O governo quer mais debate sobre o assunto. Mas, sem dúvidas, é o caminho certo, precisamos valorizar nossos produtores rurais.

Indenização
A Comissão de Finanças e Tributação, presidida pelo deputado Gilmar Knaesel (PSDB), aprovou, ontem, o PL nº 284/2011, do Executivo, que autoriza a Secretaria da Agricultura e da Pesca a indenizar, em até R$ 300 mil, criadores de animais mortos na catástrofe ambiental de 2009 nos municípios do Extremo-Oeste. Serão beneficiados criadores de aves, suínos e bovinos.

Orçamento
Knaesel comunicou aos membros do colegiado que agendou reunião com o secretário da Fazenda, Ubiratan Rezende para discutir o montante de recursos destinados às obras elencadas no orçamento regionalizado. Ele ressaltou ainda a importância das audiências públicas que, neste ano, iniciam no dia 12 de setembro, no município de São Miguel do Oeste.

Cirurgias
O Ministério da Saúde cortou em 50% o número de cirurgias eletivas autorizadas para Santa Catarina. O total liberado no ano passado, de 12 mil cirurgias, ficou este ano em apenas seis mil operações. Deve ser a parte dois da operação faxina da presidente Dilma Rousseff. Primeiro cortou o aumento dos aposentados, agora as cirurgias eletivas em Santa Catarina. É mole ou quer mais? Vai sobrar para o governo e os prefeitos.

Cuidado... ele voltará
Já tem congressistas e centrais sindicais falando em uma possível campanha “Volta Lula”, em 2014. A presidente Dilma Rousseff já percebeu isto e mudou seu estilo para ganhar simpatia de aliados. Rousseff deu início, nesta semana, a uma tentativa de aproximação com os partidos da base aliada, sobretudo PT e PMDB. Entre os objetivos da imersão na política está a tentativa de conter pela raiz uma prematura e crescente especulação interna sobre uma nova candidatura presidencial de Lula em 2014. Mas sem saber de nada?

Acordo com o PMDB
A presidente Dilma Rousseff decidiu manter Wagner Rossi, no Ministério da Agricultura, para não brigar com o PMDB do vice-presidente Michel Temer, mesmo com todas as denúncias de suposto tráfico de influência envolvendo o ministro. Em contrapartida, Dilma vai impor uma faxina nos cargos ocupados por amigos de Rossi. Há 12 pessoas que ocupam cargos hoje na Agricultura, por indicação política e amizade com o ministro, que estão na mira da presidente e devem ser substituídos por nomes técnicos.

Conter a rebelião
Para conter a rebelião da base aliada na Câmara dos Deputados, mesmo sem um cronograma formal, o governo fez chegar aos líderes um novo pacote para empenho (autorização para pagamento futuro) e liberação de emendas de parlamentares ao Orçamento da União. Ofereceu de imediato o empenho de R$ 1 bilhão, com a promessa de chegar a R$ 5 bilhões até o final do ano. E mais o pagamento, ainda em agosto, de R$ 400 milhões de emendas que constam dos chamados restos a pagar (empenhadas em anos anteriores), sendo R$ 150 milhões esta semana e mais R$ 250 milhões na sequência. Imagine se a base não fosse aliada ao governo?

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